A demanda crescente de processos no Judiciário estadual, que deixa os servidores catarinenses com com a segunda maior carga média de ações do país, tem relação direta com a carência na reposição de profissionais. A avaliação é do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário de SC (Sinjusc). 

O 1º secretário do sindicato, Guilherme Peres Fiuza Lima, aponta que o último concurso público foi realizado em 2014 e, desde então, o número de aposentadorias cresce a cada ano. Segundo o secretário, há candidatos aprovados à espera de chamamento. No ano passado, conforme o sindicato, havia 450 cargos vagos no TJ-SC. Atualmente, segundo o Sinjusc, o quadro de vagas à espera de reposição chega a 566 postos.

-Isto reflete que, em menos de um ano, mais de 100 cargos ficaram vagos. A falta de reposição é grave porque não respeita o concurso e prejudica a sociedade. Profissionais ficam sobrecarregados e, por consequência, isto afeta a qualidade do serviço - alerta Lima.

O percentual de comprometimento da folha do TJ-SC com comissionados (26,3%) também é alvo de críticas do sindicato, que entender haver desrespeito à regra constitucional do concurso público. O Sinjusc ainda aponta que 40% do total de trabalhadores são estagiários, o que compromete o atendimento à população.

À reportagem, o TJ-SC manifestou que prima pela otimização dos recursos e que tanto o planejamento quanto a execução do orçamento são realizados de forma "participativa, transparente e alinhada aos objetivos estratégicos". O tribunal ainda afirmou que observamrigorosamente as normas vigentes.

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