O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nesta quarta-feira (13), pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer (PMDB) para seja declarada a suspeição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para atuar nas investigações relacionadas ao presidente. O procurador não compareceu à sessão e foi representado pelo vice-procurador eleitoral, Nicolau Dino. 

O ministro relator do caso, Edson Fachin, votou contra o pedido de suspeição e afirmou que Janot não é parcial na condução das investigações. 

Todos os ministros presentes — Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello e Cármen Lúcia — votaram contra o afastamento do procurador-geral.

Os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes não participam da sessão.

 No pedido de suspeição, o advogado Antônio Mariz, representante de Temer, alegou que Janot está impedido de conduzir os casos envolvendo o presidente por extrapolar os "limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa".

Antes de chegar ao plenário, o pedido de suspeição de Janot foi rejeitado individualmente pelo relator, ministro Edson Fachin. Ao apresentar defesa no caso, Janot disse que as acusações dos advogados de Temer são "meras conjecturas".

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