"Apoio o que for melhor", diz Colombo sobre o uso da Ponte Hercílio Luz Anderson Silva/Diário Catarinense

Governador em visita à ponte com diretores da Teixeira Duarte, empresa responsável pela obra

Foto: Anderson Silva / Diário Catarinense

Em visita à Ponte Hercílio Luz na manhã desta quinta-feira, o governador Raimundo Colombo (PSD) diz que seguirá os resultados do estudos técnicos para opinar sobre o futuro uso da estrutura após a entrega da reforma, prevista para ocorrer em dezembro de 2018. Levantamentos da prefeitura, do governo do Estado e da UFSC apontam para o transporte coletivo como o melhor modal para ocupar o cartão-postal.

— Sou uma das pessoas que também sofre na ponte todos os dias. Quero a melhor solução, não sou um técnico especializado para dar esse caminho. Vamos concentrar os estudos e responsabilidade é o melhor caminho. Seja transporte coletivo, ônibus, fluxo na hora de pico... Aí realmente tem que ter conhecimento técnico, apoio a que for a melhor. Como leigo acho que na hora do grande fluxo você tem que fazer uma mão de apoio. No contra fluxo você inverte. Mas eu sou leigo, a minha opinião vai ser a de seguir os técnicos.

Colombo esteve na ponte com o diretor mundial da Teixeira Duarte, empreiteira responsável pela obra, Pedro Teixeira Duarte. Antes da programação, os operários da reforma participaram de uma missa na cabeceira insular da ponte. A cerimônia foi celebrada por um padre da Capital e contou com a presença dos diretores da Teixeira Duarte.

Logo depois, Colombo e Pedro Teixeira se reuniram com engenheiros do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e da empreiteira para uma apresentação sobre o andamento da obra. Depois, caminharam sobre o cartão-postal. Nenhum dos diretores quis conversar com a empresa.

Durante a reunião, os portugueses voltaram a reforçar que o prazo de entrega é dezembro do ano que vem. Segundo eles, serão substituídas 2 mil toneladas em estruturas metálicas, o equivalente a 40% do total do peso da ponte. Além disso, estão sendo colocados 8 mil metros cúbicos de concreto, 800 toneladas de aço-concreto e 70 mil metros quadrados de materiais para tratamento e pintura.

Até agora, o governo do Estado pagou aos portugueses R$ 148 milhões dos R$ 274 milhões previstos em contrato. O Deinfra deve finalizar nos próximos dias um pedido de aditivo a Colombo. Os valores ainda não foram divulgados.

Transferência de carga em avaliação

A mudança nas condições do tempo prevista para ocorrer a partir de sexta-feira em Santa Catarina pode suspender a próxima etapa da reforma. O Deinfra e a Teixeira Duarte haviam programado elevar o vão central em mais 40 centímetros com 54 macacos hidráulicos a partir da noite de sexta em quatro dias não consecutivos. 

Diante dessa possibilidade, a equipe técnica da obra vai se reunir com a Defesa Civil na sexta-feira de manhã, às 10h, para decidir pela manutenção ou adiamento da transferência. Em fevereiro deste ano, quando o vão central foi elevado em 13 centímetros, choveu durante parte dos serviços. Por conta do vento forte, o trabalho teve de ser adiado por uma hora. Mas, depois que a chuva diminuiu, os operários deram continuidade à operação. 

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