Carolina Bahia: que venha o próximo presidente Diorgenes Pandini/Agencia RBS

Foto: Diorgenes Pandini / Agencia RBS

 Diante de um governo com uma popularidade pífia, enredado em escândalos de corrupção e assombrado pelo temor do famoso "fato novo", políticos e lideranças do mercado já estão voltados para as eleições de 2018. A lógica é a seguinte: mesmo capenga, Michel Temer deve conseguir levar o governo até o final, deixando para o próximo presidente a conclusão da agenda das reformas e um novo pacto com a sociedade. Na Esplanada já tem aliado dizendo que o governo "deu o que tinha que dar". Agora, é com o próximo.

Mas quem será o próximo? O cardápio de candidatos é conhecido e desanimador. E o que leva ao cenário de incertezas para 2018 é a crise ética, política e econômica. Líder nas pesquisas e alvo da Lava-JatoLula poderá cair na malha-fina da Ficha Limpa se condenado em segunda instância. A presença ou não de Lula no jogo vai determinar a cara da campanha. Com o ex-presidente, certamente haverá polarização. Se ele for substituído a tensão tende a se esvaziar. No outro lado, a confusão dentro do PSDB é grande. Além de explicar o caso Aécio Neves e o apoio ao governo Temer, há disputa entre João Doria e Geraldo Alckmin. O que também deve preocupar os tucanos é o fato de aparecer nas pesquisas atrás de Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).  Competitivo, Bolsonaro surfa na onda da apologia ao ódio que toma conta das redes sociais, cheio de frases de efeito. Mas ninguém faz ideia do que ele pensa sobre economia ou educação.  Todo esse cenário é fértil para o surgimento de salvadores da pátria, aquele outsider que poderá ser um artista. Ou quem sabe um nome que corre por fora, como o ministro Henrique Meirelles (Fazenda)?  Será uma campanha em que o eleitor terá que estar atento para não cair em velhas ciladas.

A fila anda
A fila das negociações das delações premiadas na Procuradoria-Geral da República voltou a andar. Agora, chegou a vez da Queiroz Galvão, que está ajustando os termos do acordo. Não são informações explosivas como as da Odebrecht, mas ajudam a confirmar várias linhas de investigação.

Vacinados
O procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava-Jato, não confirma declaração do juiz Sérgio Moro, de que a operação se aproxima do fim em Curitiba. Ele lembra, por exemplo, que ainda há ações contra partidos políticos a serem propostas. Para se vacinar, deputados e senadores aprovaram renegociação das dívidas, inclusive multas por irregularidades identificadas na Lava-Jato.

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