Carolina Bahia: STF e a operação salvamento STF/Divulgação

Foto: STF / Divulgação

Com ajuda do Supremo Tribunal Federal, senadores enrolados com a Lava-Jato e aliados de Aécio Neves (PSDB-MG) retomam as articulações da operação salvamento. O próprio Aécio tem argumentado que sofreu uma injustiça, na tentativa de consolidar uma vitória robusta na próxima terça-feira. Mas há constrangimento dentro de casa. Com exceção do líder do partido no Senado, Paulo Bauer (SC), outros próceres do PSDB ainda não foram à tribuna defender colega. O presidente interino do partido, senador Tasso Jereissati (CE), é um deles. Vale lembrar que o voto é aberto e que o parlamentar não terá como esconder a decisão de seu eleitor. Nesse caldeirão, em que senadores do PSDB, PMDB, PP e PT estão sendo investigados na Lava-Jato, será interessante observar quem votará para salvar Aécio, de olho no próprio futuro.

Simples assim
Do procurador Deltan Dallagnol, nas redes sociais, após julgamento no Supremo Tribunal Federal:
- Parlamentares têm foro privilegiado, imunidades contra prisão e uma nova proteção: um escudo contra decisões do STF, dado pelo próprio STF.

Dia das crianças
O Planalto aposta no feriado para acalmar os ânimos na Câmara. Na ânsia de se descolar do governo, Rodrigo Maia (DEM-RJ) já avisou até que não vota mais medidas provisórias enquanto não for alterada a Constituição para garantir novo rito à tramitação.

Recursos
Os deputados federais de Santa Catarina devem priorizar a área da saúde e a aquisição de equipamentos agrícolas para serem contemplados com as chamadas emendas de bancada. Para 2018 estão previstos cerca de R$ 162,5 milhões para essas emendas impositivas. As demais emendas ainda estão em discussão, incluindo, por exemplo, obras de infraestrutura em rodovias federais, apoio à pesca e às instituições de ensino federal no Estado.

JBS
O ex-procurador Marcelo Miller isentou Rodrigo Janot de qualquer responsabilidade sobre eventuais privilégios na delação da JBS. Em depoimento a Polícia Federal, Miller afirmou que não comunicou a ninguém da Procuradoria-Geral da República sobre suas conversas com executivos da JBS, antes de deixar a PGR.

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