Uma família americana capturada no Afeganistão em 2012 e em cativeiro desde então, foi libertada no Paquistão durante uma operação que o presidente americano Donald Trump chamou de "momento positivo" na relação dos dois países.

"O exército paquistanês resgatou cinco reféns ocidentais - um canadense, sua esposa americana e três filhos - que estavam detidos por terroristas, durante uma operação dos militares paquistaneses realizada com base em informações dos serviços de inteligência americanos", afirma um comunicado do exército paquistanês, que não revelou a identidade das pessoas resgatadas.

Pouco depois do anúncio, o presidente Trump revelou em Washington que se tratava do canadense Joshua Boyle, sua esposa, a americana Caitlan Coleman, e seus três filhos nascidos ao longo dos cinco anos de cativeiro.

"Ontem (quarta-feira, 11), o Governo americano, em coordenação com o Governo paquistanês, obteve a libertação da família Boyle-Coleman", declarou Trump.

O casal foi sequestrado em 2012 pelos talibãs durante uma viagem ao Afeganistão. A família apareceu em dezembro de 2016 em um vídeo dos insurgentes afegãos pedindo ao presidente dos Estados Unidos Barack Obama que os resgatasse.

Este ano, os pais de Caitlan Coleman pediram aos insurgentes, igualmente em um vídeo, que a família fosse libertada. Em novembro de 2015, eles receberam uma carta de sua filha, na qual anunciava o nascimento de dois filhos em cativeiro.

Segundo o exército paquistanês, "as agências de inteligência americanas seguiam os rastros [dos reféns] e comunicaram que a família havia sido levada para o Paquistão em 11 de outubro de 2017".

"A operação das forças paquistanesas, com base nas informações das autoridades dos Estados Unidos, foi coroada com o sucesso. Todos os reféns foram libertados com segurança e estão sendo repatriados para seu país de origem", afirma o comunicado.

O sucesso da operação "revela importância de compartilhar informação e o compromisso do Paquistão em combater a ameaça terrorista por meio da cooperação das forças contra um inimigo comum", ressaltou o exército paquistanês.

- 'Futuras operações comuns' -

A libertação inesperada dos reféns coincide com um momento de tensão nas relações entre os dois países, após um discurso no qual Trump foi muito crítico com o Paquistão em agosto passado.

No discurso em questão, Trump apresentou sua estratégia para o Afeganistão e acusou o Paquistão de atuar "muitas vezes como um refúgio para os agentes do caos, da violência e do terror".

Nesse contexto, a libertação da família é "um momento positivo no relacionamento do nosso país com o Paquistão", afirmou o presidente americano nesta quinta-feira.

"A cooperação do governo paquistanês é um sinal de que está cumprindo as demandas dos Estados Unidos de fazer mais para melhorar a segurança na região", disse Trump.

"Esperamos que este tipo de cooperação e colaboração sejam replicados para libertar os reféns restantes e nossas futuras operações antiterroristas comuns", acrescentou.

Em breve, o secretário de Estado Rex Tillerson e o secretário de Defesa James Mattis visitarão o Paquistão para lembrar Islamabad que o apoio aos grupos extremistas deve cessar, segundo autoridades americanas.

* AFP

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