A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,16% ante um avanço de 0,19% em agosto, informou na manhã desta sexta-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos primeiros nove meses de 2017, o IPCA acumula alta de 1,78%, a menor variação neste cenário desde 1998, quando era de 1,42%.

Em 12 meses, a inflação registra subida de 2,54%, número que fica abaixo do centro da meta do Banco Central (BC) de 4,5% para o IPCA em 2017. 

As famílias brasileiras voltaram a gastar menos com alimentação em setembro, pelo quinto mês consecutivo. O grupo Alimentação e Bebidas saiu de uma queda de 1,07% em agosto para um recuo de 0,41% no último mês, segundo os dados do IPCA agora divulgados. O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, deu uma contribuição de -0,10 ponto porcentual para o IPCA de 0,16% de setembro.

Os alimentos para consumo em casa passaram de uma redução de 1,84% nos preços em agosto para uma queda de 0,74% em setembro. A desaceleração no ritmo de queda teve influência do encarecimento de itens importantes no consumo das famílias, como as carnes, que passaram de redução de 1,75% em agosto para aumento de 1,25% em setembro, e as frutas, que saíram de recuo de 2,57% em agosto para avanço de 1,74% em setembro.

Por outro lado, ainda ficaram mais baratos em setembro o tomate (-11,01%), o alho (-10,42%), o feijão-carioca (-9,43%), a batata-inglesa (-8,06%) e o leite longa vida (-3,00%). Todas as regiões pesquisadas tiveram redução na alimentação no domicílio no mês, sendo a mais acentuada na região metropolitana do Recife (-1,70%) até a mais branda em Goiânia (-0,08%).

Já a alimentação consumida fora de casa teve alta de 0,18% em setembro. Houve queda de 2,71% em Brasília, mas aumento de 0,96% no Rio de Janeiro.

Confira a variação do IPCA por grupo de produtos e serviços em setembro:

Alimentação e Bebidas: -0,41%
Habitação:
-0,12%
Artigos de Residência:
0,13%
Vestuário:
0,28%
Transportes:
0,79%
Saúde e Cuidados Pessoais:
0,32%
Despesas Pessoais:
0,56%
Educação:
0,04%
Comunicação:
0,5% 

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