A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen foi colocada em uma lista negra das Nações Unidas pelas mortes e ferimentos causados a 683 crianças em ataques realizados durante o ano passado, segundo um relatório publicado nesta quinta-feira.

O Secretário-geral da ONU, António Guterres, decidiu incluir a coalizão em sua lista negra anual, enquanto toma algumas medidas para aumentar a segurança das crianças.

Contudo, o governo da Arábia Saudita rejeitou sua inclusão na lista pela morte de crianças, alegando "informações errôneas e enganosas e os números contidos no informe internacional".

"Expressamos fortes reservas quanto a essas informações", declarou o embaixador saudita na ONU, Abdallah al-Moualimi, em uma coletiva de imprensa. "Prestamos a maior atenção possível para evitar ferir civis nessa guerra", ressaltou,.

A guerra no Iêmen opõe a forças pró-governamentais, apoiadas pela Arábia Saudita e agrupadas no sul, a uma aliança rebelde de huthis junto ao ex-presidente Ali Abdalah Saleh que controla o norte e a capital desde setembro de 2014.

Desde março de 2015, quando começou a campanha militar de vários países liderados por Arábia Saudita contra os rebeldes huthis apoiados pelo Irã, o conflito deixou 8.500 mortos e 49.000 feridos e provocou uma grave crise humanitária, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse saldo inclui combatentes e civis.

* AFP

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