O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou neste sábado (7) que os rebeldes sírios apoiados por Ancara lançaram uma nova operação na província de Idleb, no noroeste da Síria, controlada em grande parte pelos extremistas da ex-facção da Al-Qaeda no país.

"Estamos adotando novas medidas para garantir a segurança de Idleb. Hoje, uma operação séria está em andamento em Idleb, e continuará", disse Erdogan em um discurso televisionado.

Respondendo a perguntas de jornalistas, o chefe de Estado turco informou que o Exército Sírio Livre lidera a operação, já que os militares turcos ainda não chegaram a Idleb.

A província de Idleb está entre as quatro "zonas de distensão" anunciadas em maio pelos aliados internacionais do regime de Bashar al-Assad e dos rebeldes, a fim de estabelecer tréguas em várias partes da Síria.

Em 15 de setembro, a Rússia e o Irã, aliados do regime, e a Turquia, que apoia os rebeldes, anunciaram que mobilizariam forças de manutenção da ordem conjuntas em Idleb, sem estabelecer uma data.

A iniciativa deveria abrir caminho para um cessar-fogo duradouro no país, devastado por seis anos de guerra que deixou mais de 330 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados.

A Turquia realizou entre agosto de 2016 e março de 2017 uma operação militar no norte da Síria para repelir o grupo Estado Islâmico (EI) e as milícias curdas que Ancara considera terroristas.

Desde o fim desta operação, Ancara afirmou várias vezes que estaria disposto a lançar novas operações militares na Síria, reiterando que não autorizaria a criação de um "corredor terrorista" em sua fronteira.

Além disso, ao menos 13 civis morreram nas últimas horas em vários ataques aéreos imputados ao governo sírio contra uma localidade na província de Idleb, segundo afirmou neste sábado o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).

A cidade de Khan Sheikhun, no sul de Idleb, foi alvo de ataques aéreos na sexta-feira e sábado, de acordo com Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

"Esses ataques, provavelmente realizados pelo regime, mataram 13 civis", disse Rahman.

* AFP

 Veja também
 
 Comente essa história