Análise: economia e campanha na visita de Meirelles a Florianópolis Diorgenes Pandini/Diário Catarinense

Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense

Para quem aspira a presidência da República, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, perdeu de usar um tom de campanha na sua passagem por Santa Catarina. O que fez foi destacar os números positivos para chamar a atenção para a recuperação da economia brasileira, acima do imaginado desde que assumiu a Fazenda, em maio de 2016. 

— O Brasil entrou nessa recessão profunda em virtude de uma série de decisões de política econômica que levaram o país àquela situação. Outros motivos de decisão econômica fazem com que estejamos passando por essa retomada muito forte — afirmou, comparando dados econômicos como o PIB que caiu 7,3% nos dois anos de recessão, voltou a crescer e deve ter alta de 2,5% em 2018. 

Meirelles enfatizou o formato das curvas de crescimento, algumas quase verticais. Até contou que um renomado economista de Washington disse a ele que a recuperação brasileira é fenomenal. Mas faltou ao ministro pedir apoio à reforma da Previdência para que esse ciclo continue. Sem ela a crise volta. Faltou também tentar aderir ao seu nome o ciclo de retomada. Pelo jeito, tentará isso no ano que vem, se sair candidato.   

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