RIO DE JANEIRO, RJ (7/1/2011): Calçadão de Copacabana.Foto: Alexandre Macieira, Riotur, Divulgação
Foto: Alexandre Macieira / Riotur,Divulgação

Um Estado saqueado
A crise do Rio de Janeiro não é só fruto da incompetência de seus governantes. O Estado foi saqueado por políticos e empresários que estavam abrigados no Executivo, no Legislativo e protegidos pelos corruptos do tribunal de contas. No centro das falcatruas está o PMDB do Rio, outrora um braço poderoso do partido do presidente Michel Temer. Um grupo que derreteu graças à Lava-Jato, mas que se articulava para comandar o país. O ex-governador Sérgio Cabral chegou a ser apontado como um possível presidenciável para 2018. Hoje, está preso. Nos seus delírios de poder, também Eduardo Cunha sonhou em ocupar a cadeira do Palácio do Planalto. Outro que está atrás das grades. Alvo da operação desta terça-feira, Jorge Picciani, pai do ministro Leonardo Picciani (Esporte), sempre foi reconhecido como um político influente, inclusive com tentáculos em Brasília. A situação do Rio expõe o que de pior existe na política brasileira. Uma elite política e empresarial que se lambuza com recursos públicos, uma população à mercê dos desmandos e fiscalização inexistente. E há quem diga que se a Lava-Jato concentrar as ações em outros Estados poderá encontrar situações semelhantes.

ENTREGA
Prestes a ampliar o espaço dentro do governo Temer, a cúpula do PP já começou a se mobilizar para tentar garantir o apoio da bancada na Câmara à reforma da Previdência. Deputados relataram à coluna que receberam mensagens do ministro Ricardo Barros (Saúde) pedindo voto a favor da reforma. No texto, ele faz a defesa das mudanças em nome da política.

É TORCIDA
O deputado Mauro Pereira (PMDB-RS) saiu de uma reunião do Palácio do Planalto, afirmando que o presidente Temer adiantou que a reforma ministerial será pontual. Já o senador Romero Jucá (RR) avisou que 17 ministérios ganharão novo comando. 

Cizânia
Interlocutores de integrantes do PMDB no Estado têm ouvido que a candidatura de Mauro Mariani ao governo poderá sofrer revés. Há quem defenda o nome do prefeito Udo Döhler. A cizânia no partido já chegou a Brasília.


 Brasília - O presidente do Senado, Eunício Oliveira, durante sabatina da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado para o cargo de Procurador-Geral da República (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Indexador: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

“Seria extremamente deselegante com o Senado um compromisso feito pelo líder do governo, em nome do governo".

Recado do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que ao final da tarde confirmou que as alterações da reforma trabalhista serão feitas por MP, conforme acordo fechado com os senadores.


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