Um catarinense estava a bordo do barco pesqueiro Nossa Senhora do Carmo I, que naufragou na noite de quarta-feira, a 37 milhas da costa sul do Rio de Janeiro, na região de Angra dos Reis. Juliano Azeredo, de 36 anos, já foi resgatado e passa bem. Ele é pescador desde 1995. 

Segundo Azeredo, a embarcação saiu de Itajaí com seis pessoas a bordo. O restante dos tripulantes embarcou já no Rio de Janeiro. Dos 23 embarcados, cinco ainda estão desaparecidos, de acordo com a Marinha do Brasil.  O catarinense é morador do bairro Cordeiros, em Itajaí, e deve voltar para Santa Catarina nesta sexta-feira. 

O dono do barco garantiu, em entrevista ao Bom Dia Brasil, que a embarcação possuía todas as licenças e que ainda não há informação do que pode ter causado o naufrágio. Tripulantes ouvidos pela Rede Globo acreditam que pode ter ocorrido um problema com o piloto automático e que "tudo aconteceu muito rápido". 

Embarcação foi reformada em Itajaí

O Nossa Senhora do Carmo I passou por uma reforma neste ano em Itajaí. A informação é de José Kowalsky, dono da indústria de pescados Kowalsky, que tem um cais por onde a embarcação passou antes de zarpar rumo ao Rio, no mês de outubro. 

A Marinha do Brasil informou que as buscas continuaram ao longo de toda a madrugada de sexta-feira com o  Navio-Patrulha "Macaé", utilizando radares e busca visual. As buscas com aeronaves foram suspensas ao pôr do sol de quinta e reiniciadas nas primeiras horas da manhã desta sexta. 

Ainda não há informação oficial sobre quem são os desaparecidos, porém sabe-se que a maior parte da tripulação era do estado do Rio de Janeiro, segundo diversas fontes ouvidas pela reportagem. A Marinha do Brasil disse ainda que as causas e as responsabilidades do ocorrido serão apuradas em inquérito a ser instaurado pela corporação. 

 Barco pesqueiro que saiu de Santa Catarina naufraga no Rio de Janeiro

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