Começam os trabalhos emergenciais de recuperação das praias de Florianópolis Cristiano Estrela/Diário Catarinense

Foto: Cristiano Estrela / Diário Catarinense

A Defesa Civil Municipal de Florianópolis deu início aos trabalhos de recuperação das praias mais atingidas pelo avanço do mar, na manhã desta terça-feira, 14. Diversas equipes da prefeitura e das empresas contratadas estão espalhadas pelo Norte da Ilha de Santa Catarina, fazendo o primeiro trabalho de limpeza dos escombros das construções danificadas pelas persistentes ressacas e marés altas, que assolam o litoral catarinense desde o inverno. 

De acordo com o diretor da Defesa Civil Luiz Eduardo Machado, serão quatro frentes de trabalho: retirada de entulhos e limpeza das faixas de areia em Canasvieiras, Ingleses, Brava e Matadeiro; recuperação, reposicionamento e restabelecimento da iluminação pública nas praias atingidas; estabilização de postos guarda-vidas em Canasvieiras, Brava e Matadeiro; e estabilização de decks de acesso público, principalmente nos Ingleses. O prazo para a conclusão dos trabalhos é 15 de dezembro.

— Nosso maior desafio é acessar aquele material que foi coberto pela areia nesse tempo que a gente não conseguiu entrar. É o trabalho mais minucioso, mais árduo. A gente espera que a gente consiga fazer a tempo, mas temos uma condicionante que é a ação das marés, que ainda estão altas. Ainda assim, aquele material que está mais exposto e os trechos mais problemáticos devem ficar prontos em até 30 dias.

Para este trabalho emergencial, a Prefeitura de Florianópolis recebeu o repasse de R$ 926 mil pelo Ministério da Infraestrutura, depois que o decreto municipal de Situação de Emergência foi reconhecido pela União. Além disso, a prefeitura afirma que irá empreender recursos próprios para a melhoria de alguns dos acessos públicos nas praias mais movimentadas da cidade.

Morador do Norte da Ilha e motorista da Uber, Lucas Henrique Duarte Correia está apreensivo quanto ao aproveitamento da orla durante a temporada de verão. De olho no transporte de turistas para um banho de mar, Lucas espera que, pelo menos, os acessos às praias estejam recuperados.

— Está bem triste, perdemos bastante praia. Espero que o turismo não seja muito afetado, mas do jeito que está não sei se teremos uma boa faixa de areia. Se conseguirem realmente recuperar a tempo, o ganho vai ser enorme e o pessoal vai conseguir vir para a praia. Os acessos estão totalmente destruídos, vamos ver como ficam — disse o jovem de 22 anos, que aproveitou uma brecha na agenda para caminhar na Praia Brava nesta terça-feira.


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