O ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca Michael Flynn teria considerado entregar à Turquia o pregador de oposição Fethullah Gulen, em troca de milhões de dólares - noticiaram veículos americanos nesta sexta-feira (10).

Segundo a rede de televisão NBC e o The Wall Street Journal, o procurador especial Robert Mueller está examinando um encontro de Flynn, seu filho, Michael Flynn Jr. e autoridades de alto escalão do governo turco, ocorrido pouco depois da eleição de Donald Trump como presidente.

Ambos os veículos citam diferentes fontes ligadas à ampla investigação liderada por Mueller sobre o eventual conluio entre a equipe de campanha de Trump e a Rússia para influenciar a eleição presidencial de novembro de 2016.

Realizada em dezembro de 2016 em um clube exclusivo de Nova York, a reunião teria sido sobre o pagamento de "um máximo de 15 milhões de dólares para entregar Fethullah Gulen ao governo turco", usando um avião privado para transportá-lo até a ilha-prisão de Imrali, no mar de Mármara, onde está detido Abdullah Ocalan, líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

Gulen, que mora na Pensilvânia, é acusado pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de ter organizado o golpe de Estado falido de julho de 2016.

* AFP

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