Ao menos três pessoas morreram e duas crianças ficaram feridas nesta terça-feira (14) em um tiroteio em uma escola na zona rural da Califórnia, informaram as autoridades.

Phil Johnston, assistente do escritório do xerife de Tehama, disse à rede de televisão KCRA de San Francisco que o atirador foi morto pela polícia após o tiroteio, que começou por volta das 08H00 em uma casa deste condado do norte da Califórnia e prosseguiu na escola do ensino fundamental Rancho Tehama.

Brian Flint, que mora na região, disse a um jornal local que o atirador era seu vizinho, um ex-presidiário de cerca de 50 anos, "que esteve atirando muito" nos últimos dias, "centenas de disparos com grandes carregadores".

"Percebemos que este cara estava louco e que era uma ameaça", declarou Flint ao jornal Redding Record Searchlight.

Johnston informou à imprensa que foram recuperadas três armas na cena do crime: um fuzil semiautomático e duas armas curtas.

"Sei que retiramos pelo ar alguns estudantes, sei que a escola foi liberada, eu sei que temos crianças que estavam na escola em um local seguro, agora".

Johnston acrescentou que cerca de cem policiais foram mobilizados diante do incidente.

O Redding Record Searchlight assinalou que entre os feridos está um menino de seis anos atingido por dois tiros, e outra criança atingida na perna.

O jornal revelou ainda que o atirador se refugiou em um prédio antes de ser morto pela polícia.

Katrina Gierman, que mora próximo à escola, disse ao jornal que escutou os tiros e se escondeu em casa com seu bebê recém-nascido. "Tenho o direito de portar armas e vou proteger meu filho se for preciso".

A escola Rancho Tehama está nos arredores de Corning, um povoado de 8 mil habitantes dedicado à produção de azeite de oliva e situado 160 km ao norte de Sacramento, capital da Califórnia.

O tiroteio ocorre dez dias após outro incidente, no qual um homem abriu fogo contra fiéis em uma igreja do Texas matando 26 pessoas, em mais um incidente envolvendo armas de fogo nos Estados Unidos.

Ao menos 33 mil pessoas morrem anualmente nos Estados Unidos em incidentes com armas de fogo, sendo dois terços suicídio, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

* AFP

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