Carolina Bahia: a reforma subiu no telhado Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

O governo termina a semana sem os votos necessários para arriscar a votação da reforma da Previdência na próxima quarta-feira, sepultando o cronograma previsto. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconhece que a base de apoio não está articulada como deveria. Um comentário que não surpreende. Nos últimos 15 dias, partidos do Centrão assistiram de camarote ao jogo de gato e rato entre o PSDB e o Planalto. Não há jantar no Palácio da Alvorada ou reunião de líderes que resolva a falta de sintonia entre tucanos emplumados e peemedebistas irritados. A cabeça de boa parte do PSDB já está nas eleições de 2018, por isso esse desejo de desembarque da Esplanada. Já os ministros do PMDB querem aliados que defendam o legado de Michel Temer. Como poderiam se entender? No meio desse impasse, sobra a reforma da Previdência com um novo texto que ainda não foi debatido pela sociedade. Mas se a reforma ficar mesmo para depois do Carnaval, vai virar lenda. E o próximo presidente da República terá que incluir as mudanças na aposentadoria na sua pauta de debates.

MUDOU?
A bancada do PSDB decidirá na próxima semana se fecha ou não questão a respeito da reforma da Previdência. O curioso é que essa sempre foi uma bandeira do partido, mas agora os deputados exigem flexibilização do texto.

CONTRA-ATAQUE
A oposição encomendou estudo sobre a nova proposta de reforma da Previdência para rebater o discurso de que as medidas só atingem os privilégios. O material deve ser utilizado em breve nas redes sociais e nos debates em plenário.

FRASE 

Seminário. Dep. Baleia Rossi (PMDB-SP) Data: 16/02/2016
Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

— Há o início de uma pressão positiva dos prefeitos sobre os deputados, o que sempre tem peso forte porque eles têm influência na eleição em suas cidades -, afirmou o líder do PMDB, Baleia Rossi, dizendo que ainda não vai jogar a toalha sobre a reforma da Previdência.

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