A Câmara de Representantes dos Estados Unidos adotou nesta quinta-feira uma medida de financiamento temporária para evitar a paralisação da administração federal a partir da noite desta sexta-feira, a espera de um acordo entre o governo de Donald Trump e o Congresso.

Os representantes adotaram uma extensão de duas semanas, até 22 de dezembro, por 235 votos contra 193, com o apoio quase completo da maioria republicana e forte oposição dos democratas.

O Senado deve votar a medida nesta sexta-feira para evitar qualquer tipo de "shutdown" federal a partir da meia-noite do mesmo dia.

A medida adotada pela Câmara dá um fôlego ao governo federal enquanto a maioria republicana e a oposição democrata negociam as grandes linhas do orçamento de 2018.

Os líderes do Partido Democrata no Congresso - o senador Chuck Schumer e a representante Nancy Pelosi - foram recebidos por Trump na Casa Branca nesta quinta-feira, na presença de seus homólogos republicanos, Paul Ryan e Mitch McConnell.

Os democratas exigem uma "paridade" entre o aumento da verba para a defesa e para os demais setores previstos no orçamento, e também insistem na adoção, até o final do ano, de uma lei que regularize milhares de imigrantes clandestinos que chegaram aos EUA com idade inferior a 16 anos, os chamados "dreamers".

Trump exige que qualquer legislação sobre os "dreamers" inclua o financiamento do muro na fronteira com o México e a contratação de milhares de agentes de fronteira.

"Formamos um grupo muito simpático e unificado", declarou o presidente americano ao receber os parlamentares no Salão Oval. "Esperamos avançar em nome deste país e acredito que conseguiremos".

Em 2013, um bloqueio similar - durante a presidência democrata de Barack Obama - deixou milhares de servidores públicos em casa. Parques nacionais fecharam por duas semanas e se perdeu meio ponto percentual no crescimento econômico.

* AFP

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