O Pentágono advertiu nesta quinta-feira (7) sobre possíveis atrasos na entrega de armas e outras consequências militares, diante de um eventual bloqueio orçamentário que leve à paralisação do governo dos Estados Unidos.

Enquanto democratas e republicanos discutem sobre os gastos federais, o governo dos Estados Unidos enfrenta um iminente bloqueio se não renovarem seu financiamento.

Líderes de ambos os partidos tinham previsto se reunir na Casa Branca no fim desta quinta-feira para tentar evitar a paralisação, ou acordar uma medida provisória de financiamento por duas semanas, chamada "resolução de continuidade".

Ambas as opções seriam ruins para os militares, advertiu o auditor fiscal do Pentágono, David Norquist, destacando que "ninguém recebe pagamentos" no caso de uma paralisação total.

"Os civis que se reportam ao serviço não recebem pagamentos, os militares no terreno não recebem pagamentos", disse à imprensa.

Em 2013, um bloqueio similar levou 850.000 oficiais do governo a serem temporariamente enviados para casa. Parques nacionais fecharam por duas semanas e se perdeu meio ponto percentual no crescimento econômico.

Um fechamento do governo também implicaria uma pausa no pagamento dos benefícios às famílias dos agentes mortos em combate, disse o responsável.

Sobre uma resolução de continuidade, Norquist disse que também tem efeitos negativos para o Exército e potencialmente para os comandos nas múltiplas zonas de conflito onde os Estados Unidos estão presentes.

Por exemplo, alguns contratos para repor as munições do Pentágono seriam retardados até que fosse aprovado um orçamento geral, causando potenciais atrasos nos envios e nos negócios que os contratistas particulares têm que fazer para fabricar armamento.

"É muito prejudicial", destacou Norquist.

* AFP

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