"A comunidade está revoltada", diz líder da aldeia de professor morto em Penha Reprodução/Facebook

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A quarta-feira foi de choque e revolta nas aldeias indígenas de José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, após a morte do professor Marcondes Nambla, de 36 anos. Ele foi espancado e morreu em Penha, no Litoral, na madrugada do dia 1º de janeiro.

Professor na escola indígena José Boiteux laklano, Marcondes era orientador e lutava para fortalecer a língua xokleng. Conhecido por todos na aldeia da Barragem na cidade, ele havia sido eleito juiz indígena pelos caciques em outubro. Com a função, ele era responsável por fazer com que as normas da aldeia fossem cumpridas.

— Ele era uma pessoa muito tranquila, boa de conversa, conhecido e respeitado por todos. A comunidade está revoltada, em choque. Ninguém entendeu o que aconteceu e estamos até pensando em pedir na Justiça por uma investigação mais rigorosa contra esse crime — disse Brasilio Priprá, um dos líderes da aldeia.

A pedido de parte dos familiares, o corpo de Marcondes foi sepultado às 14h desta quarta na aldeia Coqueiros, o que desagradou os moradores da aldeia Barragem, onde ele morava com a mulher e os filhos.

Segundo informações dos indígenas à reportagem da RBA TV, de Rio do Sul, Marcondes era envolvido em debates sobre a preservação da cultura indígena e foi um dos responsáveis pela elaboração da Política Indígena da Furb, em Blumenau. Nas horas vagas, o professor também era músico na igreja Assembleia de Deus em José Boiteux. A morte dele está sendo investigada pela delegacia de Balneário Piçarras.

De acordo com os indígenas, Marcondes era envolvido em debates sobre a preservação da cultura indígena e foi um dos responsáveis pela elaboração da Política Indígena da Furb, em Blumenau. Nas horas vagas, também era músico na igreja Assembleia de Deus em José Boiteux.

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