"Foi um ano de arrumar a casa", avalia prefeito de Biguaçu Marco Favero/Agencia RBS

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Localizada em ponto estratégico do Litoral, às margens da BR-101, Biguaçu vivenciou em 2016 uma das disputas mais equilibradas para o cargo de prefeito. Foram apenas 83 votos de diferença para Ramon Wollinger (PSD), que após a vitória e o primeiro ano da nova administração avalia os primeiros 365 dias do mandato como de recuperação financeira para arrumar a casa, no caso as contas do município.

Em Biguaçu vai passar a maior parte do futuro contorno viário, obra que promete desafogar o cada vez mais saturado trânsito na BR-101, e para Wollinger é justamente na cidade onde os trabalhos estão mais avançados, o que o leva a crer na conclusão da obra antes de 2021, como estima a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

Há também questões polêmicas, como a "dívida" de Florianópolis para com Biguaçu referente ao descarte de lixo no aterro sanitário que fica na cidade, que o prefeito espera que seja quitada porque “seria importante”. Wollinger afirma que além desses assuntos pontuais, uma das marcas desse primeiro ano foi a chegada de diferentes empresas à cidade, o que segundo ele vem reforçando a economia de Biguaçu. Confirma a entrevista:

Qual a sua avaliação desse primeiro quarto de mandato?

Avaliação muito positiva. Foi um ano de recuperação financeira, de corte de gastos, de trazer equilíbrio novamente para a máquina pública e, graças a Deus, conseguimos. Fechamos o ano de 2017 com superávit e isso demonstra o esforço de todos. Além disso, também tivemos investimentos, pavimentamos 30 ruas em 2017, demos andamento a projetos importantes, como construção de posto de saúde, de creche, a volta da coleta seletiva, enfim, um ano para arrumar a casa em Biguaçu.

Biguaçu é a cidade onde vai passar por boa parte do futuro contorno viário, obra que desafogaria bastante a BR-101. A Fiesc estima que a obra não vai ficar pronta antes de 2021. Como o prefeito avalia a demora na obra e o que pode ser feito no alcance do município?

A nova empresa que foi contratada para fazer o trecho de Biguaçu acelerou os trabalhos. Mas isso trouxe um grande impacto, porque devido a essa aceleração nas obras houve estragos nas estradas e atrapalhou o trânsito em vias importantes que são acesso à área rural. Só que preciso ressaltar que esse ritmo acelerado de obras também trouce um ISS (Imposto sobre Serviços) bom para a cidade, gerou empregos e nos deu confiança de que em Biguaçu a obra está bem acelerada. Acredito que aqui a obra deve terminar antes, e o atraso se dê mais em outros lotes, como Palhoça, talvez. Em Biguaçu, no trecho de cerca de 20 quilômetros quase toda a terraplanagem foi feita e agora estão executando algumas obras de arte.

O senhor está pleiteando um novo acesso para bairros de Biguaçu na área onde estão as obras do contorno viário?

Isso seria para atender as comunidades dos bairros Fazenda e Sorocaba, porque ali tem muitos produtores de queijo, água mineral, arroz, verdura, e outras, e a gente gostaria muito que Biguaçu fosse contemplado com um novo acesso a essas comunidades. É que ali pensamos em implantar futuramente um distrito industrial, pela boa localização da região. Nós já solicitamos à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) a abertura da quarta pista, eles estiveram aqui também, e estão fazendo estudos sobre o assunto. Vamos continuar brigando por isso, porque dos 20 quilômetros do contorno só temos dois acessos, um no bairro Estiva, e outro na SC-407. A quarta pista ficaria entre esses dois acessos.

Em relação ao aterro sanitário em Biguaçu, onde outras cidades depositam seus resíduos sólidos, como o senhor avalia essa questão?

Sobre o lixo são duas questões. Uma, o novo contrato que fizemos com outra empresa que ganhou a licitação para recolher os resíduos. E a outra questão é do depósito de lixo aqui em Biguaçu no aterro da Proactiva, onde vários municípios jogam o lixo, todos pagam, menos Florianópolis. Aliás, Florianópolis não nos paga por esse depósito faz uns cinco, seis anos, e continua não pagando. Não sei exatamente o tamanho da dívida, mas é na casa dos milhões.

Biguaçu tomou alguma iniciativa em relação a essa dívida de Florianópolis para com o município?

Sim, impetramos judicialmente várias ações e, agora, esperamos que Florianópolis nos pague, porque eles até aumentaram a taxa de lixo. Tomara que esse aumento seja para pagar Biguaçu. Para nós, seria importante.

O senhor tinha expectativa na campanha de oferecer mais de mil novas vagas em creches. Como ficou isso?

A gente desapropriou duas áreas na cidade para construir duas novas creches, de imediato. Temos a expectativa também de desocupar o prédio de uma escola estadual, e trazê-la para o município para construirmos outra creche nesse espaço, ainda em 2018. No meu plano de governo me comprometi a construir cinco novas creches, e estamos em busca dessa pretensão. Mas também preciso ficar de olho se a minha folha salarial vai comportar o aumento no número de servidores a partir da construção das creches. Estou trabalhando com o pé no chão nessa questão. Nossa ideia é, já talvez para 2018, oferecer mais vagas para as crianças com a construção de ao menos duas novas creches.

O presídio de Biguaçu é considerado uma das piores unidades prisionais do Estado. Além disso, o prédio fica no centro da cidade, ao lado da prefeitura. Há tempos se fala em construir um novo presídio. Como está?

Nós ainda mantemos a ideia de construir o presídio naquele terreno da Vila de Segurança, para fazer ali o novo presídio, o novo quartel da Polícia Militar e a nova delegacia da Polícia Civil. Essa é a proposta que foi encaminhada ao Estado, que tinha dado entrada na licença ambiental para fazer uma avenida no meio do terreno e estamos no aguardo da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) para termos a licença.

Leia mais notícias sobre Biguaçu

 Veja também
 
 Comente essa história