A inflação no México fechou 2017 em 6,77%, a cifra mais alta em 16 anos e meio, diante do aumento de preços de alguns alimentos e combustíveis, informou nesta terça-feira (9) o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI).

É o nível mais alto nos preços ao consumidor desde maio de 2001, quando a inflação anual ficou em 6,95%.

O dado final de 2017 ficou longe da meta de 3% (com um ponto percentual para cima ou para baixo) do Banco de México, que disse que a inflação vai voltar ao seu objetivo a partir de janeiro deste ano.

Desde janeiro de 2017, os mexicanos viram seu poder de compra cair, diante dos preços maiores de combustíveis e da depreciação do peso frente ao dólar, o que encarece os produtos importados ou que têm componentes de outros países.

Para evitar um abalo à economia, o banco central elevou cinco vezes a taxa de juros de referência.

Os analistas esperam que, após a divulgação do novo dado de inflação, cresça a pressão para que o Banco de México eleve novamente a taxa de juros, estabelecida em 7,25% em dezembro passado.

Contudo, especialistas e o governador do banco central, Alehandro Díaz de León, confiam que os preços enfrentados pelos mexicanos serão menores em 2018.

"O impacto dos preços ao consumidor será menor na comparação anual nos próximos meses, ainda mais se o peso continuar estável nas próximas semanas", disse a empresa britânica Capital Economics em um relatório.

* AFP

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