Deinfra lança licitação para fiscalização da reforma das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos Leo Munhoz/Diário Catarinense

Estruturas são as únicas ligações com o trânsito liberado entre a Ilha e o Continente em Florianópolis

Foto: Leo Munhoz / Diário Catarinense

O Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) lançou oficialmente a licitação para seleção da empresa que fará a fiscalização da obra de reforma das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos, em Florianópolis. As duas estruturas fazem a ligação entre as partes insular e continental da cidade. A concorrência é esperada há quase dois anos, quando a empreiteira responsável pelo serviço foi escolhida e aguardava a definição de quem faria o acompanhamento dos trabalhos.

Desta vez, a modalidade escolhida para a licitação é técnica e preço, diferente do que recomendou o Tribunal de Contas de Estado (TCE), que havia apontado menor preço como melhor opção. Em 2016 o governo chegou a lançar o processo através do método de pregão, o que foi questionado pelo órgão fiscalizador. O Deinfra insistiu, mas em outubro do ano passado resolveu seguir a nova orientação do TCE.

A atual licitação foi assinada na última sexta-feira, 9 de fevereiro, mas teve a publicação no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira. A entrega da documentação e das propostas foi marcada para as 14h de 5 de abril deste ano. A abertura dos envelopes ocorrerá no mesmo dia, às 14h30min, também no Deinfra. Caso haja recurso por parte de alguma das interessadas, a homologação da vencedora pode se estender e alongar o início do serviço.

A obra será feita pela Cejen Engenharia, de Curitiba (PR). Ela ofereceu R$ 29,6 milhões para fazer os serviços, o menor preço entre as cinco empreiteiras concorrentes.

Problemas nas duas pontes

Em janeiro de 2015, um estudo feito por técnicos do Deinfra deu a dimensão do problema. Dentre as adversidades na Pedro Ivo Campos, que dá acesso à Ilha, os engenheiros destacaram graves falhas no revestimento asfáltico da ponte, que danificam de forma severa as chapas de aço superiores e comprometem a resistência ao atrito da passagem de veículos. O diagnóstico recomendou a “imediata reconstituição do revestimento asfáltico”.

O Estado tentou fazer duas licitações para refazer o trecho, mas em uma delas as empresas não se encaixaram à uma das regras do edital e na outra não houve interessados. Teve recomendação também para remoção das tubulações que passam pelo interior da estrutura, reparos na corrosão do concreto e nos blocos de fundação, entre outros.

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