Os chamados de amor da rã aquática Romeu tiveram eco na Internet, onde se conseguiu arrecadar cerca de 25.000 dólares para financiar um censo da espécie, sob ameaça de extinção, e encontrar um par para seu acasalamento na Bolívia, informou neste sábado (17) uma organização ambientalista.

A Global Wildlife Conservation (GWC) informou que "pessoas em todo o mundo mostraram seu amor no dia de São Valentim para o anfíbio mais solitário do mundo, Romeu, a rã aquática de Sehuencas", um parque nacional no centro do país sul-americano.

A Iniciativa Anfíbios da Bolívia (IAB), do Museu de História Natural Alcide d'Orbigny da cidade boliviana de Cochabamba, empreendeu a campanha com a colaboração do GWC e do maior site de encontros, Match, para arrecadar fundos que ajudem a preservação da espécie.

A campanha superou "muito sua meta inicial de 15.000 dólares, arrecadando incríveis 25.000 dólares para enviar expedições para o campo, para encontrar um par para Romeu, que é o último animal conhecido de sua espécie", explicou a GWC.

"Por falta de dinheiro se abandonou o censo. Agora continuaríamos com o projeto do censo, busca de uma fêmea e repovoamento", afirmou o biólogo Oliver Quinteros, citado pelo jornal La Razón.

Romeu, com uma expectativa de vida aproximada de 15 anos, foi encontrado há 10 anos e foi colocado em um aquário do Museu de História Natural, "mas não tínhamos ideia de que não voltaríamos a encontrar nenhum indivíduo da espécie em todo este tempo", disse anteriormente à AFP o fundador da IAB, Arturo Muñoz.

O anfíbio começou a fazer chamados em busca de um par pouco depois de sua chegada, mas seus chamados, especialmente musicais para o acasalamento, começaram a diminuir nos últimos anos.

Muñoz mencionou anteriormente que não querem "perder a esperança" de encontrar um par.

Agora se poderá enviar expedições aos arroios situados a 2.000-3.000 metros de altura das florestas dos Andes orientais da Bolívia para procurar algum sobrevivente, ou algum girino.

A Telmatobius yuracare, uma espécie aquática, vive nos arroios de florestas nubladas em regiões entre os departamentos de Cochabamba e Santa Cruz e só sai à terra quando chove.

No Equador, a espécie Telmatobius já é considerada extinta, e no Peru não é vista desde 2001.

* AFP

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