Secretaria de SC rompe contrato de gestão com SPDM no Hospital Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Depois de falta de medicamentos, suspensão de cirurgias e atraso nos salários, a Secretaria de Saúde de SC resolveu romper o contrato de gestão com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM)  no Hospital Florianópolis, que fica na região continental da Capital. 

A pasta notificou a SPDM na tarde desta sexta-feira da rescisão unilateral do contrato  e neste mesmo dia os cerca de 600 funcionários já começaram a receber o aviso prévio de demissão. Isso é necessário com a troca de administração, porém todos serão readmitidos. Há um acordo entre as partes e o contrato dos profissionais está garantido por 180 dias, segundo informações divulgadas pela NSC TV.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de SC disse que a transição começa na segunda-feira e quem irá assumir a administração é o Instituto Ideas, o mesmo que assumiu o  Hospital Regional de Araranguá, que também era administrado pela SPDM.  Além da unidade no Sul de SC, a Associação também deixou de responder pelo Samu no Estado

 A unidade é referência para 700 mil pessoas. A Secretaria, em nota, disse que montou uma comissão para acompanhar a situação do hospital e que constatou irregularidades. Essas informações vão ser anexadas à rescisão do contrato. 

Em nota, a SPDM diz que foi notificada da rescisão e  já está realizando as ações de encerramento de seu gerenciamento no Hospital Florianópolis (HF) neste final de semana.

"É importante esclarecer que o atendimento no HF permanece normal. Os profissionais estão trabalhando e a unidade está abastecida, pois a SPDM realizou compra de insumos nos últimos dias através da realização de empréstimos. A Instituição permanecerá no Hospital Florianópolis até dia 25/02, às 00h01, quando espera que algum responsável do Estado esteja na unidade para que ocorra a transição", diz a nota.

Upiara Boschi: R$ 60 milhões caros demais

Alesc aprova PEC que aumenta repasses constitucionais para saúde

ESPECIAL: Acesse aqui reportagens sobre a crise da saúde em SC  

Editorial: alarme para saúde pública 

Acélio Casagrande: regionalização e redução de custos da saúde são prioridades

 Veja também
 
 Comente essa história