"Os aluguéis pagos pelos cinco blocos, já com o aumento anual, sairia em torno de R$ 380 mil reais."

Não fecha, prova real, fact-checking
Foto: Artes DC / Artes DC

Uma notícia publicada pela agência de comunicação da UFSC citou o ganho de custo-benefício da mudança do campus de Joinville - ele se distribuía em cinco prédios de diferentes endereços e, em fevereiro, se transferiu totalmente para um condomínio industrial chamado Perini.

A publicação explicou que, apesar de o aluguel ter ficado mais caro, passando para 412 mil reais, a universidade agora deixa de arcar com outros custos e vai ter a receita incrementada dando concessões para o Restaurante Universitário, três cantinas e um espaço de reprografia.

Citando o secretário de planejamento, Vladimir Arthur Fey, a notícia diz que os valores dos aluguéis que eram pagos nas instalações anteriores: 

Antes da mudança, a UFSC tinha quatro contratos de locação vigentes: Bloco A (veja o contrato), Blocos B e C (contrato), Bloco D (contrato) e Bloco E (contrato)

Os valores pagos,  em cada contrato, eram:
Bloco A: 124.994,69
Blocos B e C: 20.937,23
Bloco D: 31.510,61
Bloco E: 122.577,52 

O total desembolsado com aluguéis era R$ 300.020,05, quase R$ 80 mil a menos que o informado pelo secretário à reportagem institucional da universidade.

A título de contexto da afirmação, vale ressaltar que, apesar de as novas instalações do campus da UFSC em Joinville consumirem R$ 412.000 com aluguel, a universidade não vai mais gastar com o serviço de vigilância e vai ter a receita incrementada dando concessões para o Restaurante Universitário, três cantinas e um espaço de reprografia - como explica o secretário no seu contraponto.

O que diz a UFSC

O secretário de planejamento da UFSC, Vladimir Arthur Fey, respondeu ao Prova Real corrigindo o valor que tinha informado à agência de comunicação da UFSC, confirmando o gasto de R$ 300.020,05 com os aluguéis antigos.

Disse que a mudança vai valer a pena porque o contrato de vigilância consumia R$ 105.207 por mês (o que o Prova Real confirmou) e a concessão dos espaços do Restaurante Universitário, reprografia e cantinas - mediante o pagamento de uma taxa mensal pelos concessionários - vai trazer uma receita de R$ 22.600,00 por mês. 

Embora as licitações destas concessões ainda não estejam finalizadas, Vladimir afirmou que esta estimativa é feita com base nos lances mínimos que as empresas precisam oferecer pra participar.

E, na mudança, considera ainda a economia prevista de R$ 50.000 por mês com reaproveitamento de água, lâmpadas de led e sistema inteligente de ar condicionado, entre outros. 

O Prova Real é a iniciativa de fact-checking e debunking da NSC Comunicação. Você também pode sugerir temas pelo e-mail provareal@somosnsc.com.br ou pelo WhatsApp (48) 99188-2253. 

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