A Nova Caledônia, território francês do Pacífico sul, vai-se pronunciar em 4 de novembro deste ano sobre sua independência, em um referendo organizado no âmbito de um acordo concluído em 1998.

O Congresso do arquipélago adotou esse texto, de "caráter histórico", com 38 votos a favor e 14 contra.

O texto foi aprovado pelos dois grupos separatistas e pela sigla de direita moderada. Sem surpresa, os partidos de direita não separatista se pronunciaram contra.

Após fortes tensões separatistas nos anos 1980 - que terminaram em uma tomada de reféns que deixou 21 mortos em 1988 -, houve uma série de acordos entre Paris e Numeia para conceder ampla autonomia a esse território, francês desde 1853.

Em 1998, o acordo de Numeia instaurou um processo progressivo de descolonização que previa um referendo de autodeterminação. A consulta deve ser organizada até novembro de 2018.

Segundo estimativas, o lado contrário à independência ganharia o referendo.

Entre os 270 mil habitantes do arquipélago, cerca de 40% são canacos (melanésios) e 27% europeus. O restante é considerado mestiço, ou de outras origens.

* AFP

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