Bispo emérito de Blumenau participou de último ato público antes da prisão de Lula  GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO

Foto: GABRIELA BILÓ / ESTADÃO CONTEÚDO

Amigo do ex-presidente Lula há mais de 30 anos, o bispo emérito de Blumenau, dom Angélico Sândalo Bernardino, foi quem celebrou a missa em homenagem à ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu em 2017 e completaria 68 anos no sábado. A cerimônia em São Bernardo do Campo (SP), seguida pelo discurso do petista, foi o último ato público antes de Lula se entregar à Polícia Federal para iniciar o cumprimento da pena de 12 anos de prisão.

O primeiro contato do religioso com Lula ocorreu no final dos anos 1970, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista. Dom Angélico à época era bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, com forte atuação junto à Pastoral Operária. Ele também celebrou uma missa em 1980, quando o petista foi preso após liderar uma greve dos metalúrgicos, em São Bernardo do Campo.

Natural de Saltinho, no interior de São Paulo, dom Angélico tem 85 anos. Na juventude, além de estudar Filosofia em Ipiranga (SP) e Teologia em Viamão (RS), também cursou Jornalismo em Ribeirão Preto (SP) e foi diretor do jornal Diário de Notícias. Foi ordenado padre em 1959, em Ribeirão Preto, e nomeado bispo em 1974. Em 19 de abril de 2000, ele foi nomeado pelo Papa João Paulo II como primeiro Bispo Diocesano de Blumenau, tomando posse na Diocese em 24 de junho do mesmo ano. No período em que esteve no Vale do Itajaí, também presidiu a Regional Sul IV da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil.

O religioso ficou em Santa Catarina até 2009, quando o Papa Bento XVI aceitou seu pedido de renúncia do governo pastoral da Diocese em razão da idade, conforme determina o Código de Direito Canônico da Igreja Católica. Desde então, vive em São Paulo.

Leia mais:

Os bastidores da prisão de Lula

FOTOS: a prisão de Lula em imagens

Da glória à prisão, o ocaso de Lula após a Presidência da República

Quem são os ungidos de Lula para disputar a hegemonia da esquerda

 Veja também
 
 Comente essa história