Em seu informe semestral publicado após uma reunião em Medellín, na Colômbia, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP na sigla em espanhol), alertou para um cenário preocupante para o exercício do jornalismo no Brasil e na América Latina.

Nos últimos seis meses, 14 jornalistas morreram no exercício da profissão na região - dois deles no País. Além disso, houve aumento no número de repressão, ameaças e perseguição digital aos comunicadores latino-americanos.

Segundo a SIP, a morte de três jornalistas equatorianos por uma dissidência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) é uma oportunidade de reflexão para empresas e profissionais.

"Qual o nosso papel na defesa das liberdades fundamentais de expressão e imprensa?", questionou a entidade em nota. "Sistematicamente temos nos pronunciado de maneira enérgica contra assassinatos e desaparições de jornalistas."

Dos 14 jornalistas mortos nos últimos seis meses, além dos três equatorianos vítimas das Farc e dois brasileiros, quatro são mexicanos e dois são guatemaltecos. Houve uma morte em Honduras, assim como em El Salvador e na Colômbia.

A SIP alerta que donos de jornais e jornalistas têm sido vítimas constantes de intimidações e acusações no continente. Às vezes, as agressões chegam a ser físicas, especialmente em países como Bolívia, Venezuela e Cuba.

No caso do Brasil, a entidade diz que apesar da queda no número de agressões a jornalistas com a diminuição de protestos contra o governo, há, principalmente na internet, campanhas de difamações contra o trabalho jornalístico por parte de movimentos que se dizem apolíticos.

A SIP lembra ainda que em seis meses houve 25 casos de agressão a jornalistas no País, sete de ameaças e dois de vandalismo contra empresas. Entre os mortos, estão o radialista, Jefferson Pureza Lopes, da Rádio Beira Rio, de Goiás. Ueliton Bayer Brizon foi morto em Cacoal, Rondônia.

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