Governo aplicará multa de até R$ 100 mil por hora a quem mantiver greve, diz Marun Valter Campanato / Agência Brasil /Agência Brasil

Carlos Marun concedeu entrevista sobre manifestação no fim da manhã deste sábado (26)

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil / Agência Brasil

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, informou neste sábado (26) que a Polícia Federal (PF) já identificou empresários que estariam incentivando a paralisação de caminhoneiros, e encaminhou pedidos de prisão com base na suspeita de locaute (paralisação de atividades por iniciativa do empregador), o que é proibido por lei.

Marun disse também que o governo aplicará multas de R$ 100 mil por hora aos empresários que mantiverem a paralisação. Com base em uma liminar judicial, os motoristas autônomos poderão ser multados em R$ 10 mil por hora.

Ainda neste sábado, o presidente Michel Temer assinou o decreto que autoriza o poder público a requisitar "veículos particulares necessários ao transporte rodoviário de cargas consideradas essenciais". Publicado em edição extra do Diário Oficial, o decreto diz que a requisição pode ser feita por "autoridades envolvidas nas ações de desobstrução de vias públicas" prevista em decreto 9.382 assinado na sexta-feira (25).

O texto diz que caberá ao Ministro da Defesa determinar os condutores desses veículos "desde que possuam a habilitação específica exigida pela legislação de trânsito". Poderão ser requisitados a conduzir servidores de qualquer órgão ou entidade da administração pública e militares das Forças Armadas. O decreto entra em vigor neste sábado.

Veja onde há paralisação dos caminhoneiros neste sábado em SC

Com base nos decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e de requisição de bens, o governo também pretende utilizar militares para conduzirem os caminhões em caso de resistência dos motoristas. 

Em entrevista no Palácio do Planalto, Marun afirmou que o número de bloqueios em estradas diminuiu após a atuação das forças de segurança e do Exército, mas admitiu que o problema só poderá ser resolvido se os caminhoneiros aceitarem retomar o trabalho. O ministro reforçou o apelo para que os motoristas suspendam a greve.

— Nós temos um acordo, é uma proposta para todos os caminhoneiros, que é vantajosa. Nós não encerramos o diálogo, a proposta é de uma trégua — afirmou.

Marun disse que a principal preocupação de Temer neste momento é a do atendimento de saúde. 

— Os principais hospitais do país estão em funcionamento, mas os seus estoques são de minutos, e existe uma grande preocupação com esta questão — reforçou Marun.

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O chamado Comitê de Acompanhamento da Normalização do Abastecimento, montado no Planalto, reuniu oito ministros em uma reunião com Temer neste sábado: Eliseu Padilha Casa Civil), Torquato Jardim (Justiça), Valter Casimiro (Transportes), Eumar Novacki (interino da Agricultura),  Carlos Marun (Secretaria de Governo), Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União) e Raul Jungmann (Segurança Pública). 

Também compareceram os diretores da Polícia Federal, Rogério Galloro, e da Polícia Rodoviária Federal, Renato Borges Dias, além do general José Eduardo, representante do ministro da Defesa, e do deputado Osmar Terra (MDB/RS).

Protestos têm bloqueios em rodovias e afetam serviços em SC

O número de pontos de bloqueio nas rodovias federais e estaduais em Santa Catarina já passava de 100 neste sábado. A greve de caminhoneiros também afeta diversos serviços no Estado, como saúde, educação e transporte público. Em Florianópolis, um posto de gasolina registrava fila de carros de quatro quilômetros para abastecer. 

Kely Mattos foi uma das pessoas que enfrentaram fila em um posto da Capital para abastecer seu carro.Foto: Betina Humeres / Diário Catarinense

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Foto: Reprodução / Reprodução


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