O líder de extrema-direita holandês Geert Wilders, conhecido por suas posições antimuçulmanas, denunciou uma "caça às bruxas" e pediu o adiamento de seu julgamento por discriminação e incitação ao ódio, nesta quinta-feira, no primeiro dia do processo em apelação.

O deputado foi declarado culpado de discriminação em 2016 por ter prometido, durante um comício em 2014, "menos marroquinos" na Holanda.

O líder do Partido Pela Liberdade (PVV) foi absolvido na época da acusação de incitação ao ódio e não recebeu nenhuma condenação.

Na abertura do processo em apelação, em meio a grandes medidas de segurança em um tribunal próximo ao aeroporto de Schiphol, a defesa pediu o adiamento da audiência, ao comparar as palavras de Wilders com as de outro deputado, que não foi processado pela justiça.

Alexander Pechtold, líder dos democratas, que integram o governo de coalizão, afirmou em fevereiro que "nunca encontrou um russo que corrigisse seus erros", após a demissão do ministro holandês das Relações Exteriores, acusado de mentir sobre uma reunião com Vladimir Putin.

Depois de 40 queixas, especialmente de holandeses de origem russa, a Procuradoria decidiu não acusar Pechtold por discriminação, por considerar que suas palavras contribuíam para o debate público.

* AFP

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