Programa de incentivo à inovação faz 10 anos em SC Divulgação / Fundação Certi/Fundação Certi

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Responsável pela criação de mais de aproximadamente 500 startups inovadoras, pela geração de mais de 1,5 mil empregos diretos e de aproximadamente 150 patentes desde sua edição piloto em 2008, o programa Sinapse de Inovação completou 10 anos neste mês de maio. Promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) com o apoio do Sebrae e execução da Certi, o Sinapse busca transformar e aplicar as boas ideias geradas por estudantes, pesquisadores e profissionais de diferentes setores em negócios de sucesso. Para isso, são oferecidos recursos e capacitação técnica aos participantes.

Aproximadamente 30 mil pessoas de quase todos os municípios catarinenses (90%) submeteram 8.394 ideias inovadoras ao Sinapse da Inovação desde o primeiro edital, lançado em maio de 2008.  Essa operação piloto serviu para estimular a criação de uma cultura empreendedora na Grande Florianópolis e testar o modelo do programa. Desde então, o programa já destinou aproximadamente R$ 40 milhões em recursos por meio da Fapesc e ajudou Santa Catarina a se tornar o Estado mais inovador do país.

— O Sinapse está na cabeça dos empreendedores, no coração dos mais experientes e nos braços dos jovens. Nestes 10 anos, o programa foi fundamental para o desenvolvimento do ecossistema de inovação tecnológica de Santa Catarina  — diz José Eduardo Azevedo Fiates, superintendente da Certi.

De acordo com dados da  Associação Brasileira de Startups, Santa Catarina é o estado com maior proporção de empresas desse tipo no país: uma startup para cada 40 mil habitantes. Entre as 10 cidades com maior concentração de startups, SC foi o único Estado a emplacar três: Florianópolis, Joinville e Blumenau. Segundo o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE), elaborado pela organização Endeavor, Florianópolis é a segunda melhor cidade do país para se empreender, enquanto Joinville ocupa a quinta posição no ranking. 

Na sua edição mais recente, que começou em outubro de 2017, o Sinapse recebeu um número recorde de inscrições, 1791 projetos. A Fapesc aporta até R$ 60 mil em recursos para cada uma das 102 empresas selecionadas para a etapa final do programa. Além disso, o Sinapse oferece bolsas de auxílio aos empreendedores equivalentes a R$ 40 mil para contratação de um técnico especialista. Com as bolsas, o recurso disponibilizado nesta última edição chega a R$ 10 milhões.

Para o presidente da Fapesc, Sergio Gargioni, este é o mais eficaz modelo para incentivar a inovação no país e tornou-se o carro-chefe da inovação catarinense. Foi exportado para o Amazonas e Espírito Santo, e o Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações, estuda adotar em nível nacional ainda neste ano. 

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