Confira o que disseram os presidenciáveis em evento em Florianópolis nesta quarta-feira Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense

Sete presidenciáveis participam do Congresso de Prefeitos da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) nesta quarta-feira, em Florianópolis.  Os presidenciáveis receberam uma pauta comum para falar aos prefeitos catarinenses e cerca de 1,5 mil participantes previstos pela organização. Inicialmente os oito pré-candidatos haviam confirmado presença, mas  Álvaro Dias (Pode) não conseguiu comparecer por conta da agenda no Senado Federal. 

Dentre os temas, estão o pacto federativo, investimento em infraestrutura e manutenção dos serviços nas áreas de saúde e educação. Cada presidenciável tem direito à meia hora de fala.   As palestras começaram às 9h30min no Centrosul. 

 Ao fim da fala de Henrique Meirelles (MDB) e antes da participação de Ciro Gomes (PDT), último presidenciável a subir ao palco, integrantes de movimentos de luta por habitação que estavam no auditório do Congresso de Prefeitos da Fecam fizeram um protesto. Eles falaram sobre ocupações que existem no estado pela falta de moradia, gritaram palavras de ordem pelas ocupações e também pela liberdade do ex-presidente Lula (PT).

Após negociação com a organização do congresso, foi autorizado que o grupo subisse ao palco ao final da fala de Ciro e se manifestasse oficialmente no microfone. Lá, pediram diálogo para resolver os problemas de habitação em SC.

Geraldo Alckmin (PSDB)

FLORIANÓPOLIS: 13/06/2018. Geraldo Alckmin abre manhã de palestras dos presidenciáveis no Congresso de Prefeitos, em Florianópolis. Durante entrevista antes da abertura oficial do terceiro dia do Congresso de Prefeitos.
Geraldo AckminFoto: Tiago Ghizoni / DC

As apresentações começaram com  o pré-candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin.  No tema da saúde, em que também garantiu ser uma das sus prioridades, Alckmin afirmou que há um desfinanciamento por parte da União com a desatualização da tabela SUS, que é a principal função do governo federal na área. Também  se comprometeu com o fortalecimento das cidades e prometeu, se eleito, ser um presidente "prefeito".

— Sem um Brasil forte não vai ter Estado forte, município forte. Precisamos voltar a crescer.

João Amoêdo (Novo)

João Amoêdo (Partido Novo) segue palestras dos presidenciáveis no Congresso de Prefeitos.
João AmoêdoFoto: Tiago Ghizoni / DC

A segunda apresentação foi de João Amoêdo, do Novo. Amoêdo defendeu equilíbrio nas contas e redução de privilégios, incluindo a reforma previdenciária. Na parte tributária, apresentou uma proposta de consolidação de tributos em um um único imposto que incidiria sobre bens e serviços e daria o maior retorno aos municípios.

É fundamental um novo pacto federativo. Reduzir o poder do governo central e devolver ele a estados e municípios. E isso passa pela renovação do Congresso. Precisamos de pessoas que tenham claramente essa ideia e sejam comprometidas com isso — afirmou.

 Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Emídio de Souza lê carta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante palestras dos presidenciáveis no Congresso de Prefeitos em Florianópolis.
Emidio de SouzaFoto: Tiago Ghizoni / DC

Depois o espaço foi destinado ao pré-candidato à presidência da República pelo PT. O tempo foi usado para a leitura de uma carta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo ex-prefeito de Osasco Emidio de Souza, um dos fundadores do PT. No texto, Lula destacou a importância e as dificuldades enfrentadas pelos prefeitos, manifestando respeito e admiração por quem ocupa o cargo. 

"Quero garantir que se for presidente novamente, haverá diálogo, cooperação e respeito aos prefeitos para superar a atual crise e o Brasil retomar o crescimento", escreveu.

Aldo Rebelo (Solidariedade)

Aldo Rebelo (Solidariedade) participa de palestras dos presidenciáveis durante Congresso de Prefeitos. Político comenta que conhece o Brasil melhor que Lula, corrigindo a carta do concorrente lida anteriormente.
Foto: Tiago Ghizoni / DC

O pré-candidato à Presidência da República Aldo Rebelo foi o quarto a se apresentar. Representante do Solidariedade, Rebelo defendeu que a autoridade do prefeito dentro do município tem que se reverter também em políticas públicas e criticou os tipos de divisões que o país tem valorizado, como esquerda x direita, gêneros e raças.  Disse ainda que, depois do crescimento, o segundo desafio é reduzir as desigualdades, citando dificuldades para compras básicas como a de gás de cozinha.

O Brasil é um carro potente atolado. Se sair do atoleiro, vai rápido. Mas se não tiver um bom motorista, se afunda mais — declarou.

João Goulart Filho (PPL)

 João Goulart Filho (PPL) é um dos pré-candidatos a expor suas ideias no Congresso de Prefeitos em Florianópolis.
Foto: Tiago Guizoni / Diário Catarinense

 O pré-candidato à Presidência da República do PPL, João Goulart Filho. O filho do ex-presidente João Goulart subiu ao palco às 11h.  O presidenciável iniciou a apresentação defendendo a correção de distorções históricas na partilha dos recursos entre municípios, estados e União. Ressaltou porém que, antes de definir os rumos de um novo pacto federativo, é necessário ter consciência da gravidade da crise que o Brasil atravessa.

Os remédios neoliberais dos últimos anos não têm curado as enfermidades da nossa economia — declarou.

Flávio Rocha (PRB)

 Flávio Rocha (PRB) expõe suas ideias como pré-candidato à presidência do Brasil no Congresso de Prefeitos, em Florianópolis.
Foto: Tiago Guizoni / Diário Catarinense

O presidenciável Flávio Rocha (PRB) defendeu  que Brasília está cada vez mais distante da vida das pessoas e que o país precisa se reencontrar com sua prosperidade, citando a asfixia burocrática como um grande entrave ao crescimento. Pontuou os investimentos como fundamentais para uma retomada. 

 — Nós temos um país onde sobra Brasília e falta município — concluiu. 

Henrique Meirelles (MDB)

 Henrique Meirelles (MDB) conta sua trajetória durante palestra no Congresso de Prefeitos. Meirelles é pré-candidato à presidência do Brasil.
Foto: Tiago Guizoni / Diário Catarinense

O empresário e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) subiu ao palco por volta do meio-dia.  Ele defendeu a rediscussão do pacto federativo e disse que, para isso, é fundamental conciliar a questão do déficit público elevado do governo federal com a viabilização da manutenção e aumento no repasse para os municípios.

— A prioridade do próximo presidente terá que ser avançar nas reformas fundamentais, principalmente a da Previdência — afirmou, destacando que essas medidas são as que permitirão retomada de investimentos e de crescimento.

Ciro Gomes (PDT)

 Pré-candidato Ciro Gomes (PDT) difunde suas ideias e projetos durante o Congresso de Prefeitos, em Florianópolis.
Foto: Tiago Guizoni / Diário Catarinense

Ciro Gomes (PDT) foi o último dos sete presidenciáveis a fazer sua apresentação.  Ex-ministro e ex-governador do Ceará  defendeu a revogação da lei do teto de gastos não pelos valores, mas pela duração de 20 anos da regra.

— O Brasil vai precisar entrar num duro esforço de diminuir despesa, mas o esforço de diminuir despesas não pode afetar as classes mais pobres. Eu sei, por exemplo, que há hoje meio bilhão de reais por ano de renúncia fiscal. Claro que isso tem que ser colocado em perspectiva, mas tem aí uma frente de onde e como cortar despesas — comentou.

Cada pré-candidato teve 30 minutos para uma exposição aos participantes do evento — exceto o representante do PT, que teve 15 minutos —, e não houve espaço para perguntas ou debate entre eles.

Leia entrevistas exclusivas com os pré-candidatos à presidência 

O Congresso

O Congresso de Prefeitos da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) deve reunir mais de 1,5 mil lideranças catarinenses em uma programação que começou na segunda e termina quinta-feira, no Centrosul, em Florianópolis. Em atividade estarão prefeitos, vice-prefeitos, secretários e gerentes municipais, autoridades federais e estaduais, além de servidores públicos de diversas áreas estratégicas, participando de debates e conhecendo produtos, serviços e ações que fazem a diferença nas administrações públicas municipais.

"Esforço de diminuir despesas não pode afetar os mais pobres", diz Ciro Gomes 

"Próximo presidente terá que avançar na reforma da Previdência", diz Henrique Meirelles  

"Nós temos um país onde sobra Brasília e falta município", diz Flávio Rocha

Em carta com tom político, Lula promete diálogo com prefeitos

"Os remédios neoliberais não têm curado a nossa economia", diz João Goulart Filho

"O Brasil é um carro potente atolado", diz Aldo Rebelo

"É fundamental um novo pacto federativo", diz João Amoêdo

"Precisamos voltar a crescer", diz Geraldo Alckmin

Presidenciáveis participam do Congresso de Prefeitos de SC nesta quarta-feira

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