Meninos e técnicos resgatados de caverna da Tailândia perderam em média de 2 kg AFP / AFP/AFP

Meninos foram encontradas em segurança dentro da caverna

Foto: AFP / AFP / AFP

Após ficarem vários dias sem comer — entre o dia 23 de junho e 2 de julho, quando foram localizados — e ter a alimentação reintroduzida de forma gradual, os 12 meninos e seu técnico de futebol, resgatados na última terça-feira (11), perderam uma média de dois quilos durante as duas semanas que passaram em uma caverna inundada na Tailândia. A informação foi confirmada por médicos em entrevista coletiva e divulgada pelo G1 nesta quarta-feira (11).

Segundo a publicação, o inspetor do Ministério da Saúde Dr. Tongchai Lertvirairatanapong disse que os meninos estão em "boas condições" apesar de terem perdido peso durante o período que ficaram na cavidade subterrânea. Alguns dos jovens têm quadros leves de pneumonia, mas nenhum deles registra problemas graves de saúde. O grupo está internado no hospital provincial de Chiang Rai.

Veja a cronologia do resgate dos 12 meninos e seu treinador na Tailândia

As crianças que haviam sido resgatadas no domingo (8) e na segunda-feira (9) pediram pratos típicos tailandeses, mas, por enquanto, estão se alimentando apenas de líquidos, alimentos diluídos e um pouco de chocolate. A comida tailandesa é conhecida por ser bastante forte, inadequada para quem ficou nove dias se alimentando apenas do lanche levado para o passeio e bebendo água originária de córregos da própria caverna, que pode estar contaminada.

Os garotos devem permanecer no mínimo uma semana no hospital, logo não irão à final da Copa da Rússia (eles haviam sido convidados pela Fifa). Quatro mergulhadores também estão em quarentena no mesmo hospital.

Meninos resgatados na Tailândia não poderão viajar para a final da Copa

As crianças podem ter leptospirose e meliodose, infecções bacterianas que podem ser transmitidas através do solo ou da água contaminados. Na chegada ao hospital, foram submetidas a uma bateria de exames, como análise de sangue e radiografias. Todos foram tratados com antibióticos e receberam vacinas, inclusive para tétano e raiva.

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