Florianópolis pode chegar a meio milhão de habitantes em 2019 Simone Feldmann / Agência RBS/Agência RBS

Região Metropolitana da capital já tem quase 1,2 milhão de pessoas, segundo o IBGE

Foto: Simone Feldmann / Agência RBS / Agência RBS

Se o ritmo de crescimento populacional de Florianópolis entre 2017 e 2018 se mantiver nos próximos meses, a capital catarinense poderá ultrapassar a marca de meio milhão de habitantes já em 2019. Conforme a estimativa populacional divulgada nesta quarta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade abriga atualmente 492.977, cerca de 7,5 mil pessoas a mais que em 2017.

A capital segue sendo a segunda maior cidade do estado em número de habitantes, mas tem, sozinha, 41,4% de toda a população da região metropolitana. Somadas, a capital e as cidades vizinhas já possuem  1.189.947, sendo que São José e Palhoça figuram na lista das 10 maiores populações do estado, ocupando a 4ª e a 9ª população, respectivamente. 

Para a professora do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Adriana Marques Rossetto, o crescimento populacional das regiões metropolitanas não é, necessariamente, uma novidade, mas requer atenção especial no caso da capital do estado. 

Ela acredita que a cidade tem um problema crônico de centralização das estruturas públicas e privadas, o que obriga os moradores dessas cidades e também dos bairros mais afastados da Ilha a se deslocarem para o centro da capital. 

— A cidade é muito dispersa. É preciso dar autonomia a esses bairros — avalia.

Segundo ela, o poder público tem a condição de incentivar a iniciativa privada, ao realizar intervenções que gerem agrupamentos populacionais. Ela lembra que o crescimento do Norte da Ilha, por exemplo, se dá em torno da SC-401, bem como o bairro Carianos cresceu em função do aeroporto. 

— O poder público deveria atuar para regulamentar a ocupação do espaço — diz.

Mobilidade é só um dos problemas

Embora a falta de mobilidade urbana pareça ser o problema mais imediato na capital, Rossetto diz que há outras questões que devem receber atenção dos governantes. Um deles é a questão do saneamento básico, ainda precário em várias regiões da cidade, com vários casos de esgoto despejado diretamente no mar. 

— Estamos em uma cidade de veraneio, as praias fazem parte da nossa economia — pontua.

Além disso, ela aponta que o tratamento e recolhimento do lixo, bem como a distribuição de água, precisam ser resolvidos para os futuros habitantes da capital. A professora diz que ainda falta infraestrutura muita básica para a população, sobretudo a de baixa renda. 

— É preciso reordenar a ocupação do solo urbano — afirma.

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