A intenção de voto no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, cresceu nas simulações de segundo turno testadas pelo Datafolha e o militar passou a aparecer tecnicamente empatado com Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB), cenário que se manteve inalterado com Fernando Haddad (PT). O deputado fluminense, no entanto, subiu no teste contra Ciro Gomes (PDT), mas o pedetista segue vencendo-o na disputa.

Em disputa com Haddad, a intenção de voto em Bolsonaro subiu de 38% na pesquisa de segunda-feira, 10, para 41% na divulgada hoje, enquanto a do petista oscilou de 39% para 40%. Votos brancos e nulos caíram de 20% para 17% e os não souberam ou não opinaram oscilaram de 3% para 2%.

Contra Alckmin, Bolsonaro subiu de 34% para 37%, enquanto o tucano oscilou de 43% para 41%. O ex-governador de São Paulo supera o deputado federal numericamente, mas os dois empatam no limite da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais. Nesta simulação, votos brancos e nulos oscilaram de 20% para 19%, enquanto que os que não souberam ou não opinaram foram de 3% para 2%.

Marina manteve os 43% da pesquisa anterior, mas viu Bolsonaro oscilar de 37% para 39%, o que os deixa tecnicamente empatados. Votos brancos e nulos oscilaram de 18% para 16% e não souberam ou não opinaram permaneceram em 2%.

Bolsonaro também cresceu na simulação contra Ciro, de 35% para 38%, mas ainda assim o pedetista o vence. O ex-governador do Ceará manteve os 45% nos dois levantamentos. Neste cenário, votos brancos e nulos oscilaram de 17% para 15%, enquanto os que não souberam ou não opinaram foram de 3% para 2%.

Ciro Gomes vence em todos os cenários testados. Contra Haddad, o pedetista tem 45% e o petista, 27%. Votos brancos e nulos somam 25% e não souberam ou não opinaram, 2%. Na pesquisa anterior, não houve esta simulação.

O candidato do PDT subiu de 41% para 44% no cenário em que enfrentaria Marina, que caiu de 35% para 32%. Votos brancos e nulos se mantiveram em 22% e não souberam ou não opinaram permaneceram em 2%.

Ciro oscilou de 39% para 40% quando a outra opção era Alckmin, que passou de 35% para 34%. Brancos e nulos continuaram somando 23% e não souberam ou não opinaram, 3%.

A vantagem de Alckmin contra Haddad diminuiu entre as duas pesquisas - ela passou de 14 para oito pontos porcentuais. O tucano segue liderando, mas caiu de 43% para 40%, enquanto o petista subiu de 29% para 32%. Brancos e nulos permaneceram em 25%, enquanto os que não souberam ou não opinaram ficaram em 3%.

O tucano também passou a aparecer numericamente à frente de Marina, mas a situação de empate técnico se manteve. O ex-governador de São Paulo oscilou de 37% para 39%, enquanto Marina foi de 38% para 36%. Brancos e nulos permaneceram em 23%, enquanto os que não souberam ou não opinaram ficaram em 2%.

Marina viu também a vantagem contra Haddad cair - de 9% para 5%. A intenção de voto na ex-senadora recuou de 42% para 39%, enquanto a do ex-prefeito subiu de 31% para 34%. Brancos e nulos permaneceram em 25%, enquanto os que não souberam ou não opinaram oscilaram de 3% para 2%.

Atentado

Após o atentado contra Bolsonaro, apenas 2% dos eleitores afirmam ter mudado a intenção de voto por causa da agressão sofrida pelo candidato, de acordo com Datafolha. Por outro lado, 98% dos entrevistados pelo instituto dizem que não mudaram o voto por influência do atentado.

Respondendo a uma outra pergunta, 39% dos eleitores afirmaram que se sentiram "muito comovidos" pelo ocorrido, 33% declarou ter ficado "um pouco comovido"; 26% se disse "nada comovido"; e 2% não respondeu a esse questionamento.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. Foram ouvidos 2.820 eleitores em 197 municípios de todo o País entre 13 e 14 de setembro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi protocolado no TSE sob o registro BR 05596/2018.

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