Saiba como foi a entrevista do candidato Ângelo Castro (PCO) ao Jornal do Almoço Betina Humeres/Diario Catarinense

Foto: Betina Humeres / Diario Catarinense

O candidato Ângelo Castro (PCO) participou nesta terça-feira da série de entrevistas que o Jornal do Almoço está fazendo com os cinco concorrentes ao governo do Estado mais bem-colocados na pesquisa eleitoral. Por sorteio, ficou definido que Gelson Merisio (PSD), Décio Lima (PT) e Rogério Portanova (Rede) serão os próximos a ter 20 minutos por dia para se apresentar ao eleitorado. No sábado, os demais postulantes poderão mostrar suas ideias em três minutos cada. 

A exemplo do que já havia dito na rádio CBN Diário, Castro admitiu que não espera sair vitorioso das urnas. Sua candidatura é para "denunciar o golpe de estado, pela liberdade de Lula e por Lula presidente", reiterou diversas vezes. Sem experiência na política, ele afirmou que entrou na disputa como "representante da causa operária":

– Não adianta cair na conversa da direita, de que na política não serve para nada, que só tem corrupto. Precisamos dos trabalhadores na política, para um governo operário, comunista e revolucionário. 

Questionado sobre o que seu plano de governo prevê para Santa Catarina, Castro alegou que "a eleição é uma fraude, pois o maior candidato da esquerda está preso". Para a educação e a dívida do Estado, receitou a "estatização" tanto das escolas quanto dos bancos. Diante da insistência dos entrevistadores Mário Motta e Laine Valgas para que expusesse alguma medida mais específica, respondeu com outra pergunta: 

– Já cassaram as leis trabalhistas, agora estão correndo atrás da Previdência. Por que só os trabalhadores que pagam por uma crise criada pelos capitalistas burgueses? 

Castro também falou a respeito do pedido de impugnação de sua candidatura feito pelo Ministério Público. Em 2012, ele foi condenado por falsidade ideológica pela Justiça Federal em processo no qual não cabe mais recurso. Segundo a acusação, o candidato, que é funcionário público na Dataprev, teria usado uma nota fiscal de R$ 130 para justificar a hospedagem em um hotel que custaria R$ 30. 

– A gente trabalhava sem receber as diárias, foi uma forma de protesto. Entendemos q a lei da Ficha Limpa é inconstitucional porque quem tem que eleger o candidato é o povo. 

As declarações de Castro serão verificadas pelo Prova Real, iniciativa da NSC Comunicação de checagem de fatos e debunking (desmistificação de boatos). As entrevistas com os candidatos começaram na segunda-feira com Mauro Mariani (MDB) e integram a cobertura das Eleições 2018 do grupo, do qual fizeram parte as sabatinas publicadas com os postulantes ao Executivo estadual nas superedições dos jornais Diário Catarinense, A Notícia e Jornal de Santa Catarina de 11 e 12 de agosto.  

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