Saiba como foi a entrevista do candidato Gelson Merisio (PSD) ao Jornal do Almoço Tiago Ghizoni/Diário Catarinense

Foto: Tiago Ghizoni / Diário Catarinense

O candidato Gelson Merisio (PSD) participou nesta quarta-feira da série de entrevistas que o Jornal do Almoço, da NSC TV, está fazendo com os cinco concorrentes ao governo do Estado mais bem-colocados na pesquisa eleitoral. Por sorteio, ficou definido que Décio Lima (PT) e Rogério Portanova (Rede) serão os próximos a ter 20 minutos por dia para se apresentar ao eleitorado. No sábado, os demais postulantes poderão mostrar suas ideias em três minutos cada.

O primeiro questionamento foi sobre a redução de cargos comissionados e de secretarias de Estados e a extinção das Agências de Desenvolvimento Regional (ADRs), que são ideias defendidas por Merisio. A pergunta foi sobre como fazer isso e ao mesmo tempo alocar os 15 partidos da coligação em um eventual governo.

— Desde a primeira reunião (com os partidos) já foi deixado muito claro que acabaríamos com a geografia das urnas Dos 1,4 mil cargos comissionados (existentes hoje), só 200 serão ocupados e esses 200 terão perfil técnico — declarou.

Merisio também falou sobre a gestão da dívida pública e a previsão de orçamento deficitário, afirmando que é preciso entender essa contabilidade e que nos últimos 15 anos, o resultado primário de SC foi positivo, com receita corrente maior do que a despesa corrente. Citou que o Estado pode ter volume total da dívida de até 200% da receita líquida, mas que só tem hoje em torno de 50%. Merisio declarou que pretende aumentar esse índice.

— Para investir em infraestrutura tem que ter alavancagem a longo prazo, porque a competitividade vai gerar impostos. Qualquer empresa faz isso e o Estado também deve fazer — disse, destacando ao longo da entrevista que também pretende aumentar as isenções fiscais, com transparência e em setores específicos, para incentivar a competitividade na economia.

O pessedista também foi perguntado sobre a situação da saúde especialmente entre 2015 e 2016, contextualizando com a dívida do setor e também a gestão de João Paulo Kleinübing (DEM), hoje candidato a vice de Merisio, à frente da pasta. Respondeu que na época o país passava pela fase aguda da crise e destacou o aumento dos repasses aprovados por projeto dele na Alesc e disse que mais recursos e boa gestão aproveitando experiências que deram ou não certo são as ferramentas para melhorar a área. 

Ao comentar a situação de João Rodrigues, candidato a deputado federal pelo PSD e condenado por fraude e dispensa irregular de licitação quando era prefeito de Pinhalzinho, Merisio foi enfático:

— Acredito que João Rodrigues é inocente e está sendo injustiçado. Enquanto não for concluso o julgamento, aos olhos da lei as pessoas continuam se defendendo. Vou aguardar e respeitar a decisão da Justiça, mas acredito na inocência.

Ao ser questionado sobre segurança pública, disse que investirá R$ 2 bilhões em tecnologia nos próximos anos e chamará 5 mil policiais da reserva, além de envolver todos os agentes públicos envolvidos com a segurança, fechar fronteiras e combater o crime organizado.

— É o grande debate da sociedade. Segurança tem que ser uma decisão da sociedade — declarou.

As declarações de Merisio serão verificadas pelo Prova Real, iniciativa da NSC Comunicação de checagem de fatos e debunking (desmistificação de boatos). As entrevistas com os candidatos começaram na segunda-feira com Mauro Mariani (MDB) e na terça-feira com Ângelo Castro (PCO) e integram a cobertura das Eleições 2018 do grupo, do qual fizeram parte as sabatinas publicadas com os postulantes ao Executivo estadual nas superedições dos jornais Diário Catarinense, A Notícia e Jornal de Santa Catarina de 11 e 12 de agosto.

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