Trabalhadores de trecho do Contorno Viário da Grande Florianópolis entram em greve Julio Nascimento/NSC TV

Foto: Julio Nascimento / NSC TV

Cerca de 270 funcionários da Salini Impregilo, uma das empresas responsáveis pelo Contorno Viário da Grande Florianópolis, estão com os trabalhos paralisados desde a manhã de segunda-feira (22). Eles reivindicam melhores condições de trabalho. 

Os trabalhadores, em sua maioria vindos de Estados do Norte e Nordeste do país, pedem reajuste de 10% nos salários, aumento de R$ 120 para R$ 320 no vale-alimentação e outros nove pontos. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada de Obras Públicas, Privadas e Afins do Estado de Santa Catarina (Sintrapav-SC) solicitou ao Ministério do Trabalho uma reunião na quinta-feira (25). 

A construtora italiana Salini Impregilo trabalha em 30 dos 50 quilômetros do trajeto da BR-101, que vai desviar o trânsito de caminhões pesados da região Metropolitana da Capital. A obra é a única em que a empresa está envolvida no Brasil. O contrato com a concessionária que administra o trecho da rodovia foi feito por meio de licitação privada. 

O pedido dos trabalhadores é pela revisão do acordo coletivo entre a empresa e funcionários. O Sintrapav-SC diz que a adesão à paralisação é de 100%. Após apresentarem a pauta aos representantes da construtora, os funcionários decidiram interromper qualquer trabalho até receberem a posição patronal. 

O presidente do sindicato, Arnaldo Camargo de Freitas, considera que a negociação está além da alçada dos funcionários locais da Salini Impregilo. Por isso, está marcada uma reunião com representantes do Ministério do Trabalho na quinta-feira, às 13h. 

— Tendo em vista a gravidade da paralisação, já que se trata de uma obra essencial para a sociedade, eu achei por bem pedir a mediação do Ministério do Trabalho para que a empresa se pronuncie oficialmente — explica Freitas. 

Empresa avalia pauta de reivindicações

De acordo com funcionários da administração da construção, as reivindicações foram recebidas na segunda-feira (22) e estão sendo avaliadas. Também disseram que foi pedido aos grevistas um prazo – não especificado à reportagem – para a análise das pautas. Nenhum posicionamento oficial foi divulgado, mas responsáveis pela obra afirmam que a empresa "cumpre rigorosamente a legislação trabalhista".

A Autopista Litoral Sul, que contratou a empresa, diz em nota que "requisitou à construtora contratada a imediata solução do caso junto aos seus funcionários e esclarece que mantém em dia os compromissos financeiros com a mesma".

A pauta de propostas dos funcionários tem, além do reajuste no salário e no auxílio para alimentação, os seguintes pontos: sábado trabalhado com compensação durante a semana; auxílio-moradia de R$ 300 mensais; férias coletivas de 21 de dezembro a 2 de janeiro de 2019; melhoria no transporte oferecido; remuneração pelo tempo de deslocamento ao trabalho; plano de reclassificação salarial após seis meses de trabalho; rescisão sem justa causa; abono dos dias paralisados e estabilidade para os membros da comissão da greve. 

* Colaborou Julio Nascimento.

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