Lula, Dilma, Palocci, Mantega e Vaccari viram réus por organização criminosa Fernando Frazão,Félix Zucco,Elza Fiúza,Evaristo Sá e Marcelo Camargo/Agência RBS/AFP/Agência Brasil/Divulgação

Vaccari, Palocci, Mantega (no alto, da esquerda para a direita), Dilma e Lula (abaixo, esquerda para a direita) se tornaram réus

Foto: Fernando Frazão,Félix Zucco,Elza Fiúza,Evaristo Sá e Marcelo Camargo / Agência RBS/AFP/Agência Brasil/Divulgação

O juiz da 10º Vara Federal do Distrito Federal Vallisney de Souza Oliveira aceitou, nesta sexta-feira (23), denúncia por suposta organização criminosa envolvendo a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT). Com a decisão, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto se tornam réus no inquérito conhecido como "quadrilhão do PT". A informação é do G1.

Formulada em setembro do ano passado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot, a denúncia aceita nesta sexta acusa Lula e Dilma de terem liderado, durante seus governos, uma organização criminosa que lesou a Petrobras entre meados de 2003 e maio de 2016, ano em que a petista foi afastada do cargo pelo impeachment.  

Janot afirmou na denúncia que a cúpula do PT recebeu R$ 1,48 bilhão de propina em dinheiro desviado dos cofres públicos. Vallisney Oliveira considerou a denúncia "idônea e formalmente apta" e determinou que os cinco réus sejam intimados a apresentar defesa por escrito no prazo de 15 dias. 

O juiz afirmou ainda que, segundo a acusação, os réus integraram organização criminosa no PT, "tendo sido cometidos diversos crimes contra a administração pública (entre os quais corrupção) e lavagem de dinheiro relacionados com o Ministério de Minas e Energia, Petrobrás, Construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e UTC, e J&F/BNDES". 

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Divisão do inquérito

Em março, o relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu enviar a denúncia contra os investigados no "quadrilhão do PT" que não têm foro privilegiado, casos de Lula, Dilma, Palocci, Mantega e Vaccari, à primeira instância da Justiça Federal. 

A senadora e presidente do PT Gleisi Hoffmann (PR), o marido dela, ex-ministro Paulo Bernardo, e o prefeito de Araraquara e ex-ministro Edinho Silva, que têm foro privilegiado, não foram atingidos pela decisão de Vallisney. Gleisi e Bernardo continuarão respondendo à ação no STF. Edinho tem foro no Tribunal de Justiça de São Paulo.

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