Moro defende mudanças no sistema prisional para ser menos "leniente" com crimes graves Diorgenes Pandini/Diário Catarinense

Foto: Diorgenes Pandini / Diário Catarinense

Futuro ministro da Justiça e da Segurança Pública, o juiz Sergio Moro disse nesta quinta-feira (8), em Brasília, que o sistema prisional do país precisa ser modificado para ser menos “leniente” em casos de crimes graves. Após audiência com o atual ministro da Justiça, Torquato Jardim, Moro foi questionado sobre possíveis medidas para enfrentar o déficit de vagas nos presídios e qualificar as políticas para o setor.  

— É necessário ampliar vagas, eventualmente ter um filtro melhor. Agora, é inequívoco que existe no sistema carcerário um tratamento leniente, ao meu ver, para crimes de gravidade. Há casos de homicídio qualificado em que as pessoas que ficam poucos anos presas em regime fechado. Para este tipo (de crime), tem que haver um endurecimento — sustentou.

No programa de governo, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu que é necessário prender criminosos e mantê-los presos por mais tempo. O futuro ministro também defendeu a aprovação “em pouco tempo” de medidas contra a corrupção e o crime organizado. Parte das propostas deverá sair do projeto das 10 medidas contra a corrupção, que tramita no Congresso e tem o apoio da força-tarefa da Lava Jato.

— A ideia é um plano forte, mas simples, para que seja aprovado em um tempo breve no Congresso — afirmou.

O juiz entende que é necessário manter alguns pontos do projeto e retirar outros, mas não entrou em detalhes. O texto original das 10 medidas foi alterado em vários pontos no plenário da Câmara, depois ficou estacionado na Casa. Na audiência com Jardim, Moro recebeu informações sobre o orçamento da pasta, ações em andamento, questões consideradas urgentes na área e outros detalhes sobre a transição.  

Leia mais:

Moro diz que não tem aspirações políticas e nega que ministério será usado para perseguição

Moro propõe mais rigor para progressão de pena e prescrição de crimes

 Veja também
 
 Comente essa história