A delegada do Alta Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Marlene Alejos, denunciou nesta quinta-feira (6) em uma audiência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em Washington que está preocupada com o fato de os Estados Unidos estarem impedindo o acesso ao status de refugiado.

"O Escritório está preocupado que o governo dos Estados Unidos esteja criando obstáculos de fato e normativos para acessar o status de refugiado", disse a representante do Escritório à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A reunião concentrou-se nas caravanas de migrantes da América Central que pretendiam chegar aos Estados Unidos.

Alejos denunciou que o uso de listas de espera coloca as pessoas em uma situação de "vulnerabilidade".

Uma caravana de milhares de migrantes hondurenhos que partiram em 13 de outubro em San Pedro Sula teve grande impacto na mídia e chamou a atenção do presidente dos EUA, Donald Trump, que durante a campanha para as eleições de meio mandato se referiu ao êxodo como "uma invasão".

"Desde a sua criação, infelizmente a jornada dos migrantes foi acompanhada por expressões de xenofobia e discriminação", lamentou a funcionária da ONU.

Alejos também relatou o uso de força e gás lacrimogêneo na fronteira entre o México e a Guatemala contra migrantes que tentavam chegar aos Estados Unidos.

Durante a campanha eleitoral, Trump também disse que o governo dos EUA iria proibir os imigrantes que entram de forma irregular no país de solicitar refúgio, estipulando que se uma pessoa não chegasse por um porto autorizado de entrada, ele teria este direito vetado.

* AFP

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