Futura ministra de Bolsonaro defende "bolsa estupro" para mulher que decidir não abortar Valter Campanato/Agência Brasil

Damares Alves, futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Escolhida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves defendeu nesta terça-feira (11) a aprovação do chamado Estatuto do Nascituro. O projeto, aprovado em comissões da Câmara dos Deputados, mas que está com a tramitação travada desde 2013, visa garantir direitos ao feto e prevê uma espécie de "bolsa estupro". As informações são do jornal O Globo.

A afirmação foi feita pela futura ministra ao ser indagada sobre qual seria a prioridade da sua pasta no Congresso. Damares saía de uma reunião com a equipe de transição do governo no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, e ressaltou:

— Nós vamos estabelecer políticas públicas para o bebê na barriga da mãe nesta nação.

Leia também:
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro que movimentou R$ 1,2 milhão vive em casa simples no Rio

O estatuto afirma que o nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido. Em suma, o feto teria direitos semelhantes aos de crianças já nascidas. De acordo com o Globo, o projeto prevê o pagamento de uma bolsa à mulher vítima de estupro que decidir ter o filho. Nesse caso, o valor seria pago pelo estuprador. Se ele não for identificado, o dinheiro sairia dos cofres públicos.

O texto ganhou o apelido de "bolsa estupro" em sua última votação em 2013. Ele foi relatado pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – hoje preso em Curitiba – na Comissão de Finanças e tem o parecer favorável do deputado Diego Garcia (PHS-RJ) na Comissão da Mulher.

Leia mais
Bolsonaro é diplomado como presidente eleito e promete "governar para todos"

 Veja também
 
 Comente essa história