Os ministros da Opep retomaram, nesta sexta-feira (7), suas negociações em Viena para chegar a um acordo, juntamente com seus aliados, incluindo a Rússia, sobre uma redução na produção de petróleo com o objetivo comum de conter a queda dos preços.

"Não, eu não acredito" que se alcance um acordo, admitiu na quinta-feira o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khaled al-Faleh, após um primeiro dia de negociações na sede da Organização dos Países Exportadores de Petróleo em Viena.

No momento, o dilema gira em torno do volume de redução, apesar de todos concordarem que as extrações devem ser reduzidas.

De fato, há um consenso sobre este ponto: a oferta é maior que a demanda, o que levou a uma queda de mais de 30% dos preços em dois meses.

Boa notícia para os consumidores, mas ruim para os produtores, muito dependentes de suas receitas petrolíferas.

Embora todos concordem com uma limitação da produção, cada um tem mais ou menos razões oficiais para que o esforço seja feito pelos outros.

O ministro russo da Energia, Alexander Novak, lembrou na quinta que, no inverno, as "condições climáticas na Rússia tornavam muito mais difícil de reduzir (a produção) do que para outros países".

Por sua vez, a Arábia Saudita deve enfrentar a pressão dos Estados Unidos, numa posição enfraquecida pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul.

Antes da reunião em Viena, o presidente americano Donald Trump, que pressiona a Opep há meses, pediu à organização para não aumentar os preços, preocupado com os consumidores americanos.

* AFP

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