A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em Bombinhas, no litoral catarinense, na manhã desta quinta-feira (6). De acordo com os investigadores, a operação batizada de "Crotalus" investiga fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social.

A ação ocorre também em Curitiba, São José dos Pinhais, Cascavel e Marechal Cândido Rondon, todas cidades paranaenses. Ao todo, são seis mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão.

A Operação Crotalus investiga um grupo suspeito de criar identidades falsas, com o objetivo de receber benefícios da Previdência Social. A fraude pode chegar a R$ 2 milhões, conforme os investigadores.

O caso foi descoberto após a suspeita de recebimento de pensão por morte. Um homem recebia o benefício em decorrência da suposta morte da mulher dele. O problema é que nenhum dos dois sequer existia.

De acordo com a PF, o grupo criava pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de fraudar o INSS. As empresas eram usadas para movimentar os valores recebidos ilegalmente.

As investigações apontaram indícios de que as fraudes eram geradas principalmente para o recebimento de benefícios de até R$ 5.645,00. Os pagamentos começaram a ser feitos entre 2008 e 2009. Ao todo, foram identificados pelo menos quatro benefícios, que eram pagos a pessoas que não existiam.

Para chegar aos suspeitos, a Polícia Federal analisou imagens de câmeras de segurança dos locais onde os saques dos benefícios eram feitos. 

Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de seis pessoas apontadas como participantes do esquema. O mesmo foi feito para 20 pessoas físicas fictícias e para empresas de fachada. Os benefícios pagos a essas pessoas físicas também foram suspensos pelo INSS.

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