PF deflagra a 57ª fase da operação Lava-Jato, no Rio de Janeiro e no Paraná Luiz Carlos Souza/Especial

Suposta fraude ocorria em escritórios da Petrobras no Brasil e no exterior, diz PF

Foto: Luiz Carlos Souza / Especial

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a 57ª fase da Operação Lava-Jato. Batizada de "Sem Limites", a ação investiga indícios de fraudes em contratos de compra e venda de petróleo da Petrobras. 

Os policiais estão cumprindo 11 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão, além de 11 intimações para a tomada de depoimentos. As prisões e quase a totalidade das apreensões ocorrem no Rio de Janeiro. Apenas um dos mandados de busca foi expedido para um endereço no Paraná.

De acordo com a PF, a Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados. Os valores dos possíveis desvios não foram divulgados pelas autoridades.

Conforme os policiais, os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde ficam à disposição da Justiça Federal.

Entenda a suposta fraude

As investigações encontraram indícios de que funcionários de baixo escalão da Petrobras se beneficiaram de vantagens indevidas, em contratos de compra e venda petróleo firmados entre a estatal e empresas estrangeiras. Segundo a Polícia Federal, esses funcionários atuavam na Diretoria de Abastecimento, em escritórios da Petrobras no Brasil e no exterior.

Os investigadores dizem que há indicativos de que a fraude se estendeu até meados de 2014, ano em que a primeira fase da Lava-Jato foi deflagrada. Entretanto, eles não descartam a possibilidade de que o esquema tenha continuado além daquele ano.

O nome da operação, "Sem Limites" se deve à transnacionalidade das operações, que beneficiavam tanto os funcionários da Petrobras, quanto as empresas envolvidas nos contratos.

Os investigados no caso devem responder pelos crimes de corrupção, organização criminosa, crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

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