TSE arquiva processo de Bolsonaro contra Haddad por shows de Roger Waters Twitter/Reprodução

Shows do ex-integrante do Pink Floyd tiveram diversas manifestações contrárias a Bolsonaro

Foto: Twitter / Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou improcedente o pedido feito pela campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), contra o candidato derrotado Fernando Haddad (PT), em que se discutia a contratação da turnê realizada no Brasil pelo músico britânico Roger Waters, durante o período eleitoral.

O julgamento do caso ocorreu na quinta-feira (13). No pedido, Bolsonaro queria que o petista fosse investigado por suposto abuso de poder econômico. Para o presidente eleito, os shows de Roger Waters foram contratados com o objetivo de prejudicar a campanha dele.

Nas apresentações, o ex-integrante do Pink Floyd fez diversas manifestações contrárias à campanha de Bolsonaro. Várias vezes, ele exibiu nos telões dos shows a hashtag #elenão, usada pelos opositores do presidente eleito. Waters também colocou o nome de Bolsonaro ao lado de líderes que ele considera como representantes do neofascismo, como Donald Trump e Vladimir Putin, presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, respectivamente.

O caso foi relatado pelo ministro catarinense Jorge Mussi. No voto, ele declarou que Bolsonaro não conseguiu comprovar minimamente qualquer tipo de conluio entre a campanha de Haddad e a produtora T4F, contratante do show, para tentar denegrir a imagem do candidato que acabou sendo eleito presidente.

Mussi também lembrou que, apesar de recursos públicos serem comumente usados em eventos culturais, a contratação dos shows de Roger Waters não tinha recebido qualquer valor, principalmente da Lei Rouanet. Além disso, ele considerou que as manifestações do músico britânico estavam amparadas pelo direito constitucional da liberdade de expressão.

A posição de Mussi foi acompanhada por unanimidade pelos demais ministros do TSE. Com isso, o processo foi arquivado e não deve mais ser analisado no âmbito da Justiça Eleitoral.

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