A icônica bola de cristal de Nova York caiu e uma multidão encharcada explodiu em júbilo e beijos na Times Square, juntando-se às multidões de todo o mundo que cumprimentaram a chegada do Ano Novo, deixando para trás um tumultuado 2018.

A esfera brilhante caiu após longas horas de frio e chuva em uma espera pontuada por músicas de Christina Aguilera, Sting e Snoop Dogg.

Beba Rexha cantou o icônico "Imagine", de John Lennon, pouco antes do início da contagem regressiva e, a partir do primeiro minuto de 2019, a plateia entoou "New York, New York", acompanhando a voz de Frank Sinatra nos alto-falantes.

"Foi um verdadeiro estado de felicidade absoluta, unidade e amor. Foi como se não houvesse ódio no mundo", comentou Brie Dunn, de 22 anos, em meio a milhares de pessoas que se beijavam.

A festa na Big Apple e as de outras cidades da costa leste dos Estados Unidos deram o toque final à onda de celebrações que começaram na Oceania, seguiram na Ásia e passaram pela Europa antes de chegar à América Latina.

No Rio de Janeiro, a estátua do Cristo Redentor ganhou vida em 3D através de projeções de luz, enquanto na praia de Copacabana a pirotecnia iluminou mais de dois milhões de pessoas vestidas de branco dançando ao som de shows que se seguiram à queima de fogos.

A praia também se iluminou com centenas de milhares de telas de telefones celulares enquanto a multidão registrava os fogos de artifício.

- Casamentos, combates e fogos de artifício -

Para as festividades de final de ano, Sydney, a maior cidade da Austrália, se iluminou com o maior espetáculo de fogos de artifício já realizado em sua icônica baía.

Um número recorde de artefatos pirotécnicos, bem como novas cores e efeitos, iluminou o céu por 12 minutos diante de um milhão e meio de espectadores.

No Japão, muitas pessoas foram aos templos para celebrar o ano novo, enquanto em Saitama, norte de Tóquio, o boxeador americano Floyd Mayweather venceu o jovem campeão japonês de kickboxing Tenshin Nasukawa em uma esperada luta-espetáculo.

Em Jacarta, a capital da Indonésia, mais de 500 casais disseram "sim" durante um gigantesco casamento coletivo. No entanto, na capital, como na província de Banten, recentemente atingida por um tsunami, não houve fogos de artifício por respeito às vítimas.

Em Hong Kong, centenas de milhares de pessoas se reuniram nas margens do Victoria Harbour para acompanhar os fogos de artifício lançados de cinco barcas.

Em Dubai, os fogos de artifício iluminaram a torre mais alta do mundo, Burj Khalifa, enquanto outro emirado do Golfo, Ras al Khaimah, tentou alcançar o recorde do "maior espetáculo pirotécnico do mundo".

A Rússia viveu o novo ano em seus vários fusos horários com concertos musicais e shows de luzes nos parques da cidade de Moscou, e mais de 1.000 pistas de gelo abertas para o público.

- Por todo o mundo -

O ano 2018 foi marcado pela preocupação com o clima e pelas crises políticas, como a do Brexit no Reino Unido e os protestos dos "coletes amarelos" na França.

Por segurança, na famosa praça da Puerta del Sol, em Madri, apenas 20 mil pessoas puderam se reunir para comer as tradicionais 12 uvas ao ritmo dos sinos.

A França também virou o 0ano com fortes medidas de segurança, após o ataque em Estrasburgo em meados de dezembro e o medo de protestos dos "coletes amarelos".

Cerca de 12.000 policiais foram mobilizados em Paris, onde 300.000 pessoas se reuniram nos Champs-Élysées para celebrar a chegada de 2019 com um show de luzes projetado no Arco do Triunfo.

Por sua vez, os Estados Unidos começam o ano com o fechamento parcial do governo federal, na ausência de acordo no pacote orçamentário em torno dos fundos exigidos pelo presidente Donald Trump para construir um muro na fronteira com o México.

"Enquanto estou na Casa Branca trabalhando [para chegar a um acordo], você está comemorando esta noite. Mas eu não os culpo. Divirtam-se. Teremos um ótimo ano", disse o presidente em um vídeo postado no Twitter.

Paralelamente, grupo de cem centro-americanos acampados em na cidade mexicana de Tijuana, que faz parte da grande caravana que deixou Honduras em outubro, tentou cruzar a fronteira antes do Ano Novo, mas desistiu antes da mobilização da guarda de fronteira.

- Brexit -

Entre as notícias que marcaram 2018 foi a crise política no Reino Unido em torno de sua saída da União Europeia, que continuará a dar as manchetes até 29 de março de 2019, a data prevista do Brexit.

Apesar disso, Londres marcou o início do novo ano celebrando sua relação com a Europa. O prefeito Sadiq Khan disse que a capital permanecerá "com uma visão externa" após o Brexit.

Muitas faces do poder mudarão em 2019, com eleições na Austrália, Índia, Afeganistão, África do Sul ou Argentina.

Sem esquecer a cerimônia de posse que acontece nesta terça-feira em Brasília, quando Jair Bolsonaro assume a presidência no Brasil.

* AFP

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