A polêmica revisão constitucional que permitirá a extensão do mandato do presidente Abdel Fatah al-Sissi foi aprovada no referendo realizado no domingo (20) com 88,8% dos votos, anunciou nesta terça-feira (23) a autoridade nacional eleitoral.

O presidente desta autoridade, Lashin Ibrahim, informou em coletiva de imprensa no Cairo que 11,2% dos eleitores votaram contra e que a participação foi de 44,3%.

Cerca de 62 milhões de egípcios, de uma população total de aproximadamente 100 milhões, estavam habilitados para votar.

Desta forma, o mandato atual do presidente terminará dentro de seis anos, passando o ano de encerramento de 2022 para 2024, segundo estipulado pela emenda ao artigo 140 da Constituição.

Também segundo a reforma constitucional, após a prorrogação do mandato, o chefe de Estado "poderá ser reeleito para outro mandato", até 2030.

Nas últimas semanas, nas ruas do Cairo e de outras grandes cidades do país surgiram cartazes pedindo "sim" à revisão da Constituição de 2014 - que até agora limitava a dois o número de mandatos presidenciais, de quatro anos de duração.

Na última terça-feira, o Parlamento egípcio aprovou com esmagadora maioria (531 dos 554 votos) as emendas constitucionais que foram então submetidas a referendo.

Al-Sissi foi eleito pela primeira vez com 96,9% dos votos, em 2014, um ano depois de ter liderado um movimento militar, em meio a uma revolta popular, que derrubou o então presidente Mohamed Mursi, de quem era ministro da Defesa.

Sua reeleição, em março de 2018, com 97,08% dos votos, ocorreu em uma disputa com um rival sem qualquer expressão e após a prisão dos líderes que poderiam ofuscá-lo.

* AFP

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