A procuradora-geral de Nova York anunciou nesta quinta-feira uma investigação sobre a coleta sem autorização de bases de dados com contatos de 1,5 milhão de usuários do Facebook.

O Facebook afirmou recentemente ao site Business Insider que a coleta ocorreu de forma "involuntária" entre maio de 2016 e abril de 2019, através de seu processo de verificação de senha de e-mail para novos usuários, e se comprometeu a apagar as informações coletadas.

O procedimento requeria a certos usuários a introdução da senha de sua conta de e-mail pessoal. Segundo a procuradoria, o Facebook depois entrava nessas contas de e-mail para acessar os contatos dos usuários e os colocava em sua rede para usá-los em publicidade direcionada.

A procuradora Letitia James afirma que o Facebook pode ter obtido de forma inapropriada dados de "centenas de milhões" de pessoas.

"É hora do Facebook enfrentar sua responsabilidade pelo modo como administra as informações pessoais dos usuários", disse James em um comunicado.

"O Facebook demonstrou repetidamente uma falta de respeito com a informação dos consumidores, ao mesmo tempo em que se aproveita desses dados".

O escritório do procurador do estado de Nova York já abriu uma investigação sobre o Facebook em março do ano passado, para compreender como a empresa britânica Cambridge Analytica obteve dados pessoais de usuários da rede social.

Os resultados trimestrais do Facebook, publicados na quarta-feira, revelaram que a empresa separou três bilhões de dólares em previsão de uma eventual multa da agência federal de regulação do comércio, a FTC, por sua controversa gestão de dados pessoais.

A decisão reduziu pela metade os lucros do Facebook de janeiro a março, mas de todos os modos a empresa obteve 2,43 bilhões de dólares de lucros.

A FTC quer saber se o Facebook rompeu um acordo que remonta a 2011, segundo o qual a rede social se comprometia a respeitar os dados pessoais e a transparência de seu uso.

* AFP

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