A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, anunciou nesta quarta-feira que seu governo "vai agir" para tentar que os escoceses votem em um novo referendo sobre a independência antes de 2021, sete anos depois da vitória do não.

"Posso confirmar que o governo escocês vai agir para garantir que os cidadãos tenham a possibilidade de escolher sua independência nesta legislatura", que expira em maio de 2021, disse a líder separatista perante o Parlamento regional.

A Escócia votou para permanecer dentro do Reino Unido em um referendo em 2014, por 54% contra 45% a favor da independência.

No entanto, o atual processo de Brexit, que deve tirar a Escócia da União Europeia com o resto do país, apesar de seus habitantes terem votado esmagadoramente (62%) pela permanência no bloco, voltou a dar esperanças aos defensores de um nova consulta.

"Acredito que os argumentos a favor da independência estão agora mais sólidos do que nunca", disse Sturgeon, líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP), diante dos deputados da câmara regional.

Portanto, "em breve introduziremos a legislação relevante para estabelecer as regras para um referendo", assegurou, acrescentando que o Parlamento escocês não precisa de "uma transferência de poderes" do Parlamento britânico para passar esta lei, embora seria necessário em última análise, para convocar uma consulta.

Segundo Sturgeon, seu governo espera que esta legislação seja aprovada antes do final de 2019, em uma câmara onde os partidários da independência são a maioria.

* AFP

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